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Pequeñas Miserias

Júnior Almeida

Pequenas Misérias

As pequenas misérias do meu corpo
Na primavera recrudescem
Se é fria então, meu Deus, a minha pele
Faz-se um delgado e ardente poço

Onde feridas feito flores
Pipocam nos lugares mais sombrios
E eu pareço um jarro de dores
Lembrando minha fome com fastio

Penso na morte quando acordo
Penso na morte quando vou dormir
À tarde penso em verso um conto

E bebo, bebo até não mais sentir
As pequenas misérias do meu corpo
Que recrudescem mais por ti

Pequeñas Miserias

Las pequeñas miserias de mi cuerpo
En primavera se intensifican
Si hace frío entonces, Dios mío, mi piel
Se convierte en un delgado y ardiente pozo

Donde heridas como flores
Estallan en los lugares más oscuros
Y parezco un jarro de dolores
Recordando mi hambre con hastío

Pienso en la muerte al despertar
Pienso en la muerte al ir a dormir
Por la tarde pienso en verso un cuento

Y bebo, bebo hasta ya no sentir
Las pequeñas miserias de mi cuerpo
Que se intensifican más por ti

Escrita por: Fernando Fiuza / Junior Almeida