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Caju (parte 2DE1)

Jup do Bairro

Caju (part. 2DE1)

Eu anoiteci, e você nunca deixou amolecer
Sempre ali, no tesão
Mas só quando eu e você
Eu anoiteci, você só endureceu
Sempre ali, no tesão
Na presença e só, na falta solidão

Não que tenha sido ruim
Quem é da feira sabe quem é caju
Mas não tá bom pra mim
Não que tenha sido ruim
Quem é da feira sabe quem é caju
E compra mesmo assim

Dele tudo se aproveita
O suco, a castanha, as flores, a seiva
Da madeira ao bagaço
Pseudofruto, chega, não dê nem mais um passo
Não tá bom pra mim. Não assim, secando meus vasos
Minha boca travada por causa da carne que aborrece
Pseudofruto, hoje, só hoje aparece
Eu querendo ou não a feira sempre amanhece
E aí esquece, ou eu seco meus vasos
Ou a falta me adoece

Eu anoiteci, e você nunca deixou amolecer
Sempre ali, no tesão
Mas só quando eu e você
Eu anoiteci, você só endureceu
Sempre ali, no tesão
Na presença e só, na falta solidão

Não que tenha sido ruim
Quem é da feira sabe quem é caju
Mas não tá bom pra mim

Não que tenha sido ruim
Quem é da feira sabe quem é caju
E compra mesmo assim
Na presença e só, na falta solidão
Na presença e na falta

Caju (parte 2DE1)

Anochecí, y tú nunca dejaste ablandar
Siempre ahí, en el deseo
Pero solo cuando tú y yo
Anochecí, tú solo te endureciste
Siempre ahí, en el deseo
En la presencia y solo, en la ausencia soledad

No es que haya sido malo
Quien es del mercado sabe quién es el cajú
Pero no está bien para mí
No es que haya sido malo
Quien es del mercado sabe quién es el cajú
Y compra de todos modos

De él todo se aprovecha
El jugo, la semilla, las flores, la savia
De la madera al bagazo
Seudofruto, basta, no des ni un paso más
No está bien para mí. No así, secando mis vasos
Mi boca trabada por causa de la carne que molesta
Seudofruto, hoy, solo hoy aparece
Yo queriendo o no, el mercado siempre amanece
Y luego olvida, o secan mis vasos
O la ausencia me enferma

Anochecí, y tú nunca dejaste ablandar
Siempre ahí, en el deseo
Pero solo cuando tú y yo
Anochecí, tú solo te endureciste
Siempre ahí, en el deseo
En la presencia y solo, en la ausencia soledad

No es que haya sido malo
Quien es del mercado sabe quién es el cajú
Pero no está bien para mí

No es que haya sido malo
Quien es del mercado sabe quién es el cajú
Y compra de todos modos
En la presencia y solo, en la ausencia soledad
En la presencia y en la ausencia

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