Berrante Torneado
Berrante velho, todo torneado
De chifre longo de boi pantaneiro
Que foi usado por meu velho pai
Nos velhos tempos que foi boiadeiro
Quando o meu pai tocava o berrante
E os peões gritava auê boiada
Mamãe chorava no último beijo
Vendo de longe o poeirão da estrada
Dependurado ali na parede
Uma lembrança do meu velho pai
O seu berrante hoje é enfeite
Uê, uê boiada, não escuto mais
Não dê ouvidos, para minhas queixas
Nem se impressione se acaso eu chorar
Eu sou o filho de um berranteiro
Que já se foi para não mais voltar
Olho o berrante e lembro do meu pai
Tão sorridente ele assim me diz
Não fique triste filho é a vida
Pois onde estou eu também sou feliz
Dependurado ali na parede
Uma lembrança do meu velho pai
O seu berrante hoje é enfeite
Uê, uê boiada não escuto mais
Dependurado ali
Berrante Torneado
Berrante viejo, todo tallado
Con cuernos largos de toro pantanero
Que fue usado por mi viejo padre
En los viejos tiempos cuando era vaquero
Cuando mi padre tocaba el berrante
Y los peones gritaban ¡au boiada!
Mamá lloraba en el último beso
Viendo a lo lejos el polvoriento camino
Colgado allí en la pared
Un recuerdo de mi viejo padre
Su berrante hoy es adorno
¡Eh, eh boiada, ya no escucho más!
No prestes atención a mis quejas
Ni te impresiones si acaso lloro
Soy el hijo de un berranteiro
Que se fue para no volver más
Miro el berrante y recuerdo a mi padre
Tan sonriente él así me dice
No te pongas triste hijo, es la vida
Porque donde estoy también soy feliz
Colgado allí en la pared
Un recuerdo de mi viejo padre
Su berrante hoy es adorno
¡Eh, eh boiada, ya no escucho más
Colgado allí
Escrita por: Cláudio Rodante / Marcito