Belladonna (part. Maira)
Eu vou lutar mesmo só tendo uma chance
Tornar tudo ao meu alcance
Sempre lembrar, pensar, não desprezar
O lugar de onde eu vim e onde eu quero chegar
Vil e visto, mas ninguém viu tão frio
Tão longe da meada, não posso perder o fio
Ou me perder em uma mina, dessas no cio
Eu nunca quis nada de graça, eu amo um desafio
Já tão alto, e o meu estilo sóbrio
Eu mal piso no palco e o meu estilo é óbvio
Esse sou eu no veneno, e eu digo prove-o
Dizem que sou uma droga? É, meu flow é ópio
O meu amor é quase todo próprio
E isso tudo é confiança, então, vem, esnobe
O que eu faço, já que é tão banal
Quem me diminui é quem não pode ser igual
Não pode ser real, que é só o que eu consigo
Sozinho, mas como eu queria ter alguém comigo
E talvez eu esteja fundo no meu umbigo
Mas não ligo pro perigo, agora eu quero o mundo
Falado e mal-falado, e nunca me deixam de lado
E eu só quero a minha música e ser respeitado
Eu só quero ser eu sem tem que ser moldado
Eu só quero ser, sem ter que ser julgado
Mas no fim, tudo passa
E eu percebo que viver é tão real quanto fumaça
Eu amo me sentir o álcool da sua taça
Mas talvez eu seja só uma piada sem graça
No topo do mundo, no fundo da privada
Tem dias que eu sinto tudo, outros dias, nada
Tem dias que eu quero tudo, outros dias, nada
Tem dias que eu sou tudo, outros dias, nada
Mas eu prefiro o nada do que ser banal
Eu confesso, eu tenho medo de ser só normal
Eu quero tanto não querer o que é irreal
Porque tudo que eu mais quero é ser especial
Belladonna (parte. Maira)
Voy a luchar incluso teniendo una oportunidad
Alcanzar todo lo que esté a mi alcance
Siempre recordar, pensar, no menospreciar
El lugar de donde vengo y a donde quiero llegar
Vil y visto, pero nadie vio tan frío
Tan lejos del ovillo, no puedo perder el hilo
O perderme en una mina, de esas en celo
Nunca quise nada regalado, amo un desafío
Ya tan alto, y mi estilo sobrio
Apenas piso el escenario y mi estilo es obvio
Este soy yo en el veneno, y digo pruébalo
¿Dicen que soy una droga? Sí, mi flow es opio
Mi amor es casi todo propio
Y todo esto es confianza, así que ven, engreído
Lo que hago, ya que es tan banal
Quien me menosprecia es quien no puede ser igual
No puede ser real, eso es todo lo que logro
Solo, pero cómo desearía tener a alguien conmigo
Y tal vez estoy muy metido en mi ombligo
Pero no me importa el peligro, ahora quiero el mundo
Hablado y malhablado, y nunca me dejan de lado
Solo quiero mi música y ser respetado
Solo quiero ser yo sin tener que ser moldeado
Solo quiero ser, sin tener que ser juzgado
Pero al final, todo pasa
Y me doy cuenta de que vivir es tan real como el humo
Amo sentirme el alcohol de tu copa
Pero tal vez solo sea una broma sin gracia
En la cima del mundo, en el fondo del inodoro
Hay días que siento todo, otros días, nada
Hay días que quiero todo, otros días, nada
Hay días que soy todo, otros días, nada
Pero prefiero la nada que ser banal
Confieso, tengo miedo de ser solo normal
Quiero tanto no desear lo irreal
Porque lo que más quiero es ser especial
Escrita por: Alexandre Rodrigues