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Angoleño avanza / El cercado

Jussara Silveira

Angolano Segue Em Frente / O Cercado

Angolê
Angolê
Angolano segue em frente,
Teu caminho é só um
Angolano segue em frente,
Teu caminho é só um

Esse caminho é difícil,
Mas traz a felicidade
Esse caminho é difícil,
Mas traz a liberdade
Angolê
Angolê

Angolano segue em frente,
Teu caminho é só um
Angolano segue em frente,
Teu caminho é só um
Se você é branco isso não
Interessa a ninguém
Se você é mulato isso não

Interessa a ninguém
Se você é negro isso não
Interessa a ninguém
Mas o que interessa é a tua vontade
De fazer Angola melhor
Mas o que interessa é a tua vontade
De fazer Angola melhor

Uma Angola verdadeiramente livre,
Uma Angola independente
Uma Angola verdadeiramente livre,
Uma Angola independente

De que cor era o meu cinto
De missangas, mãe
Feito pelas tuas mãos
E fios do teu cabelo
Cortado na lua cheia
Guardado do cacimbo
No cesto trançado das coisas da avó

Onde está a panela do provérbio, mãe
A das três pernas
E asa partida
Que me deste antes das chuvas grandes
No dia do noivado

De que cor era a minha voz, mãe
Quando anunciava a manhã junto à cascata
E descia devagarinho pelos dias
Onde está o tempo prometido p'ra viver, mãe
Se tudo se guarda e recolhe no tempo da espera
P'ra lá de cercado

Angoleño avanza / El cercado

Angolé
Angolé
Angola sigue adelante
Tu camino es sólo uno
Angola sigue adelante
Tu camino es sólo uno

Este camino es difícil
Pero trae felicidad
Este camino es difícil
Pero trae libertad
Angolé
Angolé

Angola sigue adelante
Tu camino es sólo uno
Angola sigue adelante
Tu camino es sólo uno
Si eres blanca, esto no es
Le importa a cualquiera
Si eres mulata, no lo hagas

Le importa a cualquiera
Si eres negra, esto no es
Le importa a cualquiera
Pero lo que importa es tu voluntad
Para mejorar Angola
Pero lo que importa es tu voluntad
Para mejorar Angola

Una Angola verdaderamente libre
Angola independiente
Una Angola verdaderamente libre
Angola independiente

¿De qué color era mi cinturón?
De cuentas, mamá
Hecho con tus manos
Y mechones de tu cabello
Corte en la luna llena
Salvado del cacimbo
En la cesta trenzada de las cosas de la abuela

¿Dónde está la olla del proverbio, Madre?
El de las tres patas
Y el ala rota
Me diste antes de las grandes lluvias
En el día del compromiso

¿De qué color era mi voz, mamá?
Cuando anuncié la mañana junto a la cascada
Y descender lentamente a través de los días
¿Dónde está el tiempo prometido para vivir, Madre?
Si todo se guarda y se recoge en el tiempo de espera
Llegar en el vallado

Escrita por: Ana Paula Tavares / Teta Lando