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En compañía de margaritas de Fado (margaritas de Fado)

Jussara Silveira

Na Companhia de Fadistas (Fado Margaridas)

Não é por ter amado o fado antigo
Que eu já posso dizer que sou fadista
Mas por lhe ter amor é que eu te digo
Que o fado fez em mim nova conquista
Não sei o que há no fado margaridas
Que chora ao mesmo tempo que sorri
Descubro neste fado tantas vidas
Que já nem sei dizer quantas vivi

Talvez não seja aceite entre os puristas
Talvez pensem que eu não tenho o direito
Mas é na companhia de fadistas
Que eu sinto a vida latejar no peito

Sei que não sou do fado por nascença
E só posso ser por condição
Por isso ao começar, peço licença
E assim que terminar, peço perdão
Por isso ao começar, peço licença
Mas só o posso amar de coração

En compañía de margaritas de Fado (margaritas de Fado)

No es porque me encantara el viejo fado
Que ya puedo decir que soy un cantante de fado
Pero porque tengo amor para ti, te digo
Ese fado me hizo una nueva conquista
No sé qué hay en las margaritas de fado
Que llora al mismo tiempo que sonríe
Descubro en este fado tantas vidas
No puedo decirte cuántos he vivido

Tal vez no se acepta entre los puristas
Tal vez piensen que no tengo el derecho
Pero es en compañía de artistas de fado
Que siento la vida latiendo en mi pecho

Sé que no soy de fado de nacimiento
Y sólo puedo estar por condición
Así que cuando empiece, le pido perdón
Y tan pronto como termine, pido perdón
Así que cuando empiece, le pido perdón
Pero sólo puedo amarte desde el corazón

Escrita por: Miguel Ramos, Tiago Torres da Silva