Pai (O Adeus)
Numa manhã visivelmente diferente de todas
Eu abri a janela e vi que o mundo já não era o mesmo
Olhei pru céu e percebi um distanciamento
De uma alma que subiu naquele momento
Meu coração apertou
Lágrimas caiam e tudo aquilo se despedaçou
Desmoronou, acabou, deixou, um vazio ficou e a luz
Aquela aí (nunca mais brilhou)
Meu irmão me encorajando pra eu não chorar
E eu mexendo no teus braços pra ti acordar
A mãe chegou e percebeu um silêncio nevasto
Disse que o pai se foi sim pra nunca mais voltar
Não acreditei
Me indaguei
Perdi meu ar na hora mano lagrimei
Eu chorei, fiquei aos pedaços
Pois o teu ultimo olhar, foi aqui nos meus braços
Quanta coisa que eu falei ou deixei de falar
Quantas vezes te magoei sem querer magoar
Quantas vezes te emocionei e te fiz chorar
Porquê tiveste que partir sem me perdoar
Agora dói o peito dói o coração
Minha estrutura destruída nessa solidão
Olho pru meus irmão (coitados mais novos)
Gerson, quentinha Yano (ai como sofro)
Eu sei que é destino mas que destino cruel
A dor de ontem, eu trago hoje na folha de papel
Porque saudade tenho sempre quando olho pro céu
Pai, foi difícil suportar o adeus
Papá (El Adiós)
En una mañana claramente diferente a todas
Abrí la ventana y vi que el mundo ya no era el mismo
Miré al cielo y percibí una distancia
De un alma que ascendió en ese momento
Mi corazón se apretó
Lágrimas caían y todo se desmoronó
Se derrumbó, terminó, se fue, quedó un vacío y la luz
Esa ahí (nunca más brilló)
Mi hermano me animaba para que no llorara
Y yo te agitaba en tus brazos para que despertaras
La madre llegó y notó un silencio abrumador
Dijo que papá se fue sí, para no volver nunca más
No lo creí
Me cuestioné
Perdí el aliento en ese momento, hermano, lloré
Lloré, quedé hecho pedazos
Porque tu última mirada fue aquí en mis brazos
Cuántas cosas dije o dejé de decir
Cuántas veces te lastimé sin querer herir
Cuántas veces te emocioné y te hice llorar
¿Por qué tuviste que irte sin perdonarme?
Ahora duele el pecho, duele el corazón
Mi estructura destruida en esta soledad
Miro a mis hermanos (pobres más jóvenes)
Gerson, calentita Yano (ay, cómo sufro)
Sé que es destino, pero qué destino cruel
El dolor de ayer, lo llevo hoy en la hoja de papel
Porque la añoranza siempre la siento al mirar al cielo
Papá, fue difícil soportar el adiós