Perdigão
Perdigão, que pensamento
Subiu em alto lugar
Perde a pena de voar
Ganha a pena do tormento
Não tem no ar nem no vento
Asas com que se sustenha
Não há mal que não lhe venha
Perdigão perdeu a pena
Quis voar a uma alta torre
Mas achou-se desasado
E vendo-se depenado
De puro penado, morre
Se a queixumes se socorre
Lança no fogo, mais lenha
Não há mal que não lhe venha
Perdigão perdeu a pena
Perdigão
Perdigão, qué pensamiento
Subió a un lugar alto
Pierde la pena de volar
Gana la pena del tormento
No tiene en el aire ni en el viento
Alas con las que se sostenga
No hay mal que no le venga
Perdigão perdió la pluma
Quiso volar a una alta torre
Pero se encontró desplumado
Y al verse desplumado
De pura penuria, muere
Si se queja, se consuela
Echa más leña al fuego
No hay mal que no le venga
Perdigão perdió la pluma
Escrita por: Alain Oulman / Luiz Vaz De Camões