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Lengua de Trovador

Kátya Teixeira

Língua de Trovador

Eu venho das bandas do Assaré, meu senhor
Trago um repente pra tocar teu coração
Tenho nas mãos a poesia que aprendi, meu senhor
Meu canto é forte, feito os "óio" de Lampião

Nasci no barro da estrada,
Ao som do maracatu
Sou do espinho da flor do mandacaru
Vou pela vida contando as coisas do meu sertão
O meu lamento é profunda oração

Sou patativa, sou do Assaré, do ar
Língua de trovador, rio que dá no mar
Sou Patativa, sou do Assaré, do ar
Língua de trovador...

Sou um nordestino matutando esperança
Rimando às vezes sou meio camaleão
Mudo de cor, se for preciso
Vou no chão da lembrança
Pois é na rima que alivio o coração
Misturo dor e saudade
Miséria e comunhão
Vislumbro felicidade, meu senhor

Mas também sou de folia
De lua cheia e paixão
Sou fruta que dá no tempo
Eu sou trovão

Sou patativa, sou do Assaré, do ar
Língua de trovador, rio que dá no mar
Sou Patativa, sou do Assaré, do ar
Língua de trovador, rio que dá no mar

Lengua de Trovador

Vengo de las tierras de Assaré, mi señor
Traigo un repentismo para tocar tu corazón
Tengo en mis manos la poesía que aprendí, mi señor
Mi canto es fuerte, como los 'ojos' de Lampião

Nací en el barro del camino,
Al son del maracatu
Soy de la espina de la flor del mandacaru
Voy por la vida contando las cosas de mi sertón
Mi lamento es una profunda oración

Soy patativa, soy de Assaré, del aire
Lengua de trovador, río que desemboca en el mar
Soy patativa, soy de Assaré, del aire
Lengua de trovador...

Soy un nordestino meditando esperanza
Rimando a veces soy un poco camaleón
Cambio de color, si es necesario
Voy al suelo del recuerdo
Pues es en la rima donde alivio el corazón
Mezclo dolor y añoranza
Miseria y comunión
Vislumbro felicidad, mi señor

Pero también soy de fiesta
De luna llena y pasión
Soy fruta que madura en su tiempo
Soy trueno

Soy patativa, soy de Assaré, del aire
Lengua de trovador, río que desemboca en el mar
Soy patativa, soy de Assaré, del aire
Lengua de trovador, río que desemboca en el mar

Escrita por: Eudes Fraga / Rafael Alterio