Passarinheiro
Arranquei esta tirana do bojo do violão
A sorte é uma cigana que escreveu na minha mão
No meio dos teus rabiscos só duas coisas eu entendo
correr mundo, correr risco o resto é seguir vivendo
Meu coração é um alazão passarinheiro
Sem freio nem ferradura
Riscando o casco no vento
Só por paixão ele galopa assim ligeiro
Pois empaca que nem mula
diante do sofrimento
Risquei fogo fiz fandango
Bem no meio do terreiro
Meu senhor dono da casa
não me vendo por dinheiro
Mas barganho pelo encanto
Do calor e d amizade
Em troca lhe dou meu canto
Pra alegrar tua saudade
Encontrei uma espanhola que dançava na fogueira
Tinha a boca cor de amora e o olhar de feiticeira
Fui me embolar com ela num barranco beira-rio
E os peixes batiam palma de tanto amor que se viu
Cazador de pájaros
Arranqué esta tirana del vientre de la guitarra
La suerte es una gitana que escribió en mi mano
En medio de tus garabatos solo dos cosas entiendo
viajar por el mundo, correr riesgos, lo demás es seguir viviendo
Mi corazón es un corcel cazador de pájaros
Sin freno ni herradura
Rasgando el casco en el viento
Solo por pasión galopa ligero
Pero se detiene como mula
frente al sufrimiento
Encendí fuego, hice fandango
Justo en medio del patio
Mi señor dueño de la casa
No me vende por dinero
Pero negocio por el encanto
Del calor y la amistad
A cambio le doy mi canto
Para alegrar tu nostalgia
Encontré una española que bailaba en la hoguera
Tenía la boca color mora y la mirada de hechicera
Me enredé con ella en un barranco junto al río
Y los peces aplaudían de tanto amor que se veía
Escrita por: Jean Garfunkel / Pratinha