395px

Prudencia

Keco Brandão

Prudencia

Domina a fúria que impulsiona
A insensatez no tom de tua voz
Refreia o ímpeto e a inconsciência
Da expressão dura, do olhar atroz

Tempera a voz em tua voz interna
Banhada em águas do coração
Deixa que surja, purificada
Melodiosa como canção

Lembra do mestre, em tempo remoto
Coração reto qual labareda
Que, com leveza, tocava o solo
Andando sobre um papel de seda

Não deixa marca que fragmente
Ou que divida, qual alameda
Cultiva o prado de teu caminho
Pisando leve o papel de seda

Não busque o solo que te sustente
A base falsa que arremeda
Uma verdade que não existe
Que dilacera o papel de seda

Preso ao celeste, vê que flutuas
Livre do peso, pelo espaço
Passos de seda, mostram que a tua
É uma vontade forjada em aço

Prudencia

Domina la furia que impulsa
La insensatez en el tono de tu voz
Refrena el ímpetu y la inconsciencia
De la expresión dura, de la mirada atroz

Templa la voz en tu voz interna
Bañada en aguas del corazón
Deja que surja, purificada
Melodiosa como canción

Recuerda al maestro, en tiempo remoto
Corazón recto como llama
Que, con ligereza, tocaba el suelo
Caminando sobre un papel de seda

No dejes marca que fragmente
O que divida, como avenida
Cultiva el prado de tu camino
Pisando suave el papel de seda

No busques el suelo que te sostenga
La base falsa que imita
Una verdad que no existe
Que desgarra el papel de seda

Atado al celeste, ve que flotas
Libre del peso, por el espacio
Pasos de seda, muestran que la tuya
Es una voluntad forjada en acero

Escrita por: Keco Brandão / Lúcia Helena Galvão / Zizi Possi