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Fuente Cristalina

Irmã Kelly Patrícia

Cristalina Fonte

Quem poderá curar-me?
Acaba de entregar-te já deveras
Não queiras enviar-me
Mais mensageiro algum
Pois não sabem dizer-me o que desejo

Mas como perseveras, ó, vida
Não vivendo onde já vives?
Se fazem com que morras
As flechas que recebes
Daquilo que, do Amado, em ti concebes?

Por que, pois, hás chagado
Este meu coração, o não saraste?
E, já que mo hás roubado
Por que assim o deixaste
E não tomas o que roubaste?

Extingue meus anseios
Porque ninguém os pode desfazer
E vejam-Te meus olhos
Pois deles és a luz
E para Ti somente os quero ter

Ó, cristalina fonte
Se nesses Teus semblantes prateados
Formasses de repente
Os olhos desejados
Que trago nas entranhas esboçados

Aparta-os, meu Amado
Que eu alço o voo

Fuente Cristalina

¿Quién podrá curarme?
Acabo de entregarte ya de verdad
No quieras enviarme
Más mensajero alguno
Pues no saben decirme lo que deseo

Pero, ¿cómo perseveras, oh, vida?
¿No vives donde ya vives?
Si hacen que mueras
Las flechas que recibes
De aquello que, del Amado, en ti concibes?

¿Por qué, entonces, has herido
Este mi corazón, que no sanaste?
Y, ya que me lo has robado
¿Por qué así lo dejaste
Y no tomas lo que robaste?

Apaga mis anhelos
Porque nadie los puede deshacer
Y mira, mis ojos
Porque de ellos eres la luz
Y solo para Ti los quiero tener

Oh, fuente cristalina
Si en esos tus rostros plateados
Formaras de repente
Los ojos deseados
Que llevo en las entrañas esbozados

Aparta esos ojos, mi Amado
Que yo alzo el vuelo

Escrita por: São João Da Cruz / Irmã Maria Angélica