Barquinho de Papel
Barquinho de papel
Incerto, sempre a navegar
Não sabes onde vais
Não sabes qual é o teu lugar.
Barquinho de papel
Como és delicado.
Não podes falar,
Mas achas tudo complicado.
Mas como te explicar,
Se não podes perguntar?
Se falasses, meu barquinho,
Como tudo iria mudar!
Com as águas não mais irias,
Nada irias ignorar.
Não terias tantas mágoas,
Nunca mais irias chorar.
Barquinho de papel
Companheira pra ti não sou.
Não sei te entender,
O que fazer, então, eu vou?
Poderia construir
Uma barquinha só pra ti.
Mas como? Não sei fazer.
Olha bem, escuta aqui:
Imagina tua barquinha
E tuas mágoas acabarão.
E por que não acabar com as minhas,
Pois é tudo imaginação!
Barco de papel
Barco de papel
Inseguro, siempre navegando
No sabes adónde vas
No sabes dónde perteneces
Barco de papel
Qué delicada eres
No puedes hablar
Pero te resulta complicado
Pero, ¿cómo te lo explico?
¿Si no puedes preguntar?
Si hablaras, mi pequeño barco
¡Cómo cambiaría todo!
Con las aguas no irías más
Nada que ignoraras
No te lastimarías tanto
Nunca volverías a llorar
Barco de papel
No soy un compañero para ti
No sé a qué te refieres
¿Qué hago entonces?
Podría construir
Un pequeño bote sólo para ti
Pero, ¿cómo? No sé cómo hacerlo
Mira, escúchame
Imagina tu pequeño bote
Y tus penas acabarán
¿Y por qué no terminas con la mía?
¡Porque todo es imaginación!
Escrita por: Adroaldo Costa / Kitty Driemeyer