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El Viejo Vaquero

KM22

O Velho Boiadeiro

Eu sou um velho boiadeiro
Minha vida é só isso cuidar dos bois e broxar na hora há dois
Nem com o azul funciona mais, e minha veia não me ajuda porque vive no vermelho.
Minha noite é complicada, minha garganta está inflamada.
Eu não sou mais aquele men torto, pois tudo se desentortou.
Tudo endireitou só o Zé sem osso se acabou...
Mas eu não tenho culpa nem ninguém, isto é a mais pura verdade, minha vida mudou!
Melhorou porque posso trabalhar, mas outras coisas nem pensar,
Não vou mais me endireitar, minha véia só reclama e todo dia isso inflama!
Estou pensando em cortar, mas acho que não vai rolar...
Assim perco minha dignidade não adianta ir pra cidade,
Isso vai acabar mal, não vai adiantar! Este Zé não tem concerto e parou de funcionar!

Caminhando eu vou!
Para o precipício!
Caminhando eu vou!
Eu sei eu existo...

Essa véia me enchendo o saco eu prefiro as vacas!
Nas vacas podemos mamar e na véia só pelanca pra pegar!
Eu sou um velho boiadeiro, não tenho pressa não tenho dinheiro!
Perdi minha felicidade, mas tenho dignidade de ser o velho que sou!
Tenho fazenda enorme, muitas cabeças de gados aqui no meu sertão...
Para muitos isso não é nada, mas tenho amor no coração!
O meu Zé durmiu, não quer acordar e a vermelhosa só sabe me xingar;
Eu não sei mas o que faço vou falar com os meus gados, pois não tem ninguém pra conversar!
Eles tem muita sorte, eu chego até invejar...
Aquelas vacas durinhas, com tudo em cima toda noite podem trepar...
Pra min vontade é o que não falta, o que falta é a força que de min não sai mais!

Caminhando eu vou!
Para o precipício!
Caminhando eu vou!
Eu sei eu existo...

Eu sou um velho boiadeiro vendo excitação de vaca, mas não posso usar!
Eu não tenho camisinha, nem sei como mais colocar!
Tenho dez a nove filhos, todos muito bem criados quase todos até casados.
Não há mais promessas de futuro, já tomei o meu rumo, não há mais nada a se queixar...

Caminhando eu vou!
Para o precipício!
Caminhando eu vou!

Agora vou sentar esperar a minha hora de um dia o Zé ressuscitar!
Sou um velho boiadeiro que agora vou sentar...
esperar a minha hora de um dia o Zé ressuscitar!

El Viejo Vaquero

Soy un viejo vaquero
Mi vida se reduce a cuidar de los toros y fallar en el momento clave
Ni siquiera con el azul funciona ya, y mi vena no me ayuda porque siempre está en rojo.
Mi noche es complicada, mi garganta está inflamada.
Ya no soy el mismo hombre torcido, todo se enderezó.
Todo se arregló, solo Zé sin hueso se acabó...
Pero no tengo la culpa ni de nadie, es la pura verdad, ¡mi vida cambió!
Mejoró porque puedo trabajar, pero otras cosas ni pensarlo,
No voy a enderezarme más, mi vieja solo se queja y eso inflama cada día más!
Estoy pensando en cortar, pero creo que no va a funcionar...
Así pierdo mi dignidad, no tiene sentido ir a la ciudad,
¡Esto va a terminar mal, no servirá de nada! ¡Este Zé no tiene arreglo y dejó de funcionar!

¡Caminando voy!
¡Hacia el precipicio!
¡Caminando voy!
¡Sé que existo...

Esta vieja molesta, prefiero las vacas!
En las vacas podemos mamar y en la vieja solo hay piel para agarrar!
Soy un viejo vaquero, no tengo prisa ni dinero!
Perdí mi felicidad, pero tengo la dignidad de ser el viejo que soy!
Tengo una granja enorme, muchas cabezas de ganado aquí en mi tierra...
Para muchos eso no es nada, ¡pero tengo amor en el corazón!
Mi Zé está dormido, no quiere despertar y la rojiza solo sabe insultarme;
No sé qué hacer, voy a hablar con mis toros, ¡porque no hay nadie con quien hablar!
Tienen mucha suerte, incluso los envidio...
Esas vacas firmes, con todo en su lugar, pueden aparearse todas las noches...
Para mí, la voluntad no falta, ¡lo que falta es la fuerza que ya no tengo!

¡Caminando voy!
¡Hacia el precipicio!
¡Caminando voy!
¡Sé que existo...

Soy un viejo vaquero viendo la excitación de las vacas, ¡pero no puedo usarla!
No tengo condones, ni sé cómo ponerlos!
Tengo diez a nueve hijos, todos muy bien criados, casi todos casados.
Ya no hay promesas de futuro, ya tomé mi rumbo, ¡no hay nada más de qué quejarse...

¡Caminando voy!
¡Hacia el precipicio!
¡Caminando voy!

Ahora me sentaré a esperar mi momento, el día en que Zé resucite!
Soy un viejo vaquero que ahora se sentará...
esperando mi momento, el día en que Zé resucite!

Escrita por: KM22 / Morcego