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Perfil 44 - A Faca

Kmila CDD

Perfil 44 - A Faca

Estava eu passando na madruga com a minha marmita
Pronta mais uma batalha difícil da minha vida
Filho da puta me levou pro escuro
Na covardia me bateu e me jogou contra o muro
De tanto gritar, eu já tava ficando roca
E ele cheio de ódio rasgando a minha roupa, coisa loca
Aquela mão suja no meu corpo
Já não tinha mais força pra lutar com aquele porco
Mal encarado, asqueroso e fedorento
Me agrediu e ignorou meus sentimentos

Mão na minha boca, faca na cintura
Socorro não tinha
Só o agressor passando a mão na minha calcinha
Ocorrência que me deixou impotente (anham)
Num lugar frequentado por pouca gente
Minha barriga tá ferida com a faca que ele usa
Arrancou meu sutiã e rasgou a minha blusa (porra)
Desejo profundamente que ele morra
Torcendo pra aparecer quem me socorra
Mas não Tô sozinha, a guerra é só minha
O crime tá rolando usando faca de cozinha

Eu tenho raiva mas a lagrima não cai
Continuo lutando, empurrando e ele não sai (sai)
Sem alternativa, sem ninguém pra me ajudar
Tô disposta a resistir, ele vai ter que me matar
Não me entrego, tô cheia de ódio por dentro, não nego
Qualquer parada eu vou morrer lutando
A faca me inspetando e ele se esfregando, delirando
Se aproveitando da situação
Eu tava em desvantagem mas busquei a reação
Dei uma rasteira, empurrei, ele caiu
Uma força descomunal na hora me surgiu, sangue subiu

Peguei a faca dele, dei um chute nele, dei um soco nele
Cravei no peito dele, jorrando sangue dele
Furando sem sentir nada
Eu tava no automático rasgando na facada
Quero ver se meter comigo agora (vai)
Fechei a roupa do jeito que deu
Peguei a bolsa olhei pra frente, comecei a correr
Sem olhar pra trás, deixei a faca cravada
No peito do filho da puta e sangrando até morrer

A mesma faca que aponta pra mim
Se tiver na minha mão eu decreto o seu fim
Eu sujo as minhas mãos, sem sentir dor
Eu não sou criminosa mas odeio estuprador

A mesma faca que aponta pra mim
Se tiver na minha mão eu decreto o seu fim
Eu sujo as minhas mãos, sem sentir dor
Eu não sou criminosa mas odeio estuprador

Perfil 44 - A Faca

Estaba yo pasando en la madrugada con mi lonchera
Listo para otra difícil batalla de mi vida
Hijo de puta me llevó a la oscuridad
Cobardemente me golpeó y me lanzó contra el muro
De tanto gritar, ya me estaba quedando ronca
Y él lleno de odio rasgando mi ropa, cosa loca
Esa mano sucia en mi cuerpo
Ya no tenía fuerzas para luchar con ese cerdo
Malencarado, asqueroso y apestoso
Me agredió e ignoró mis sentimientos

Mano en mi boca, cuchillo en la cintura
No había ayuda
Sólo el agresor tocando mi ropa interior
Un incidente que me dejó impotente
En un lugar poco concurrido
Mi barriga está herida con el cuchillo que él usa
Arrancó mi sostén y rasgó mi blusa
Deseo profundamente que él muera
Esperando que aparezca alguien que me socorra
Pero no estoy sola, la guerra es solo mía
El crimen está ocurriendo usando un cuchillo de cocina

Tengo rabia pero las lágrimas no caen
Sigo luchando, empujando y él no se va
Sin alternativa, sin nadie para ayudarme
Estoy dispuesta a resistir, él tendrá que matarme
No me rindo, estoy llena de odio por dentro, no lo niego
Cualquier cosa, moriré luchando
El cuchillo me amenaza y él se frota, delirando
Aprovechándose de la situación
Estaba en desventaja pero busqué la reacción
Le di una zancadilla, lo empujé, cayó
Una fuerza descomunal surgió en mí, la sangre subió

Tomé su cuchillo, le di una patada, le di un golpe
Lo clavé en su pecho, brotando su sangre
Atravesando sin sentir nada
Estaba en automático apuñalándolo
Quiero ver si se mete conmigo ahora
Cerré la ropa como pude
Tomé la bolsa, miré hacia adelante, empecé a correr
Sin mirar atrás, dejé el cuchillo clavado
En el pecho del hijo de puta y sangrando hasta morir

El mismo cuchillo que apunta hacia mí
Si está en mi mano, decreto su fin
Ensucio mis manos, sin sentir dolor
No soy criminal, pero odio al violador

El mismo cuchillo que apunta hacia mí
Si está en mi mano, decreto su fin
Ensucio mis manos, sin sentir dolor
No soy criminal, pero odio al violador