Carta Ao Além
Mais um velho amigo que some depois do que fiz
Mais um elogio que ouço de quem não banca o que diz
Sempre me derramei demais só me arrependi
Quem consegue abraçar a dor de viver assim?
Comigo ninguém pode e o problema é comigo
Minha mente tratando todos como inimigo
Sabotando qualquer chance de tentar ser feliz
Mas parece que nunca posso ter o que sempre quis
Nunca quis mais do que tantos tem
Nunca precisei mas só vi quando errei
Nunca fui mais do que pensei
Tantas falhas e o vazio que eu conheço bem
Mais uma carta ao além
Você me mata e diz que não mereço mais
Cada vez me mata aos poucos e ainda quer mais
Já não basta eu viver sempre só
Me negando e me escondendo, fadada ao caos
Será que é só da minha cabeça
Quando todos parecem provar essa certeza
Parece que tenho sempre que escolher
Entre ser quem eu sou ou perder mais alguém
Não se pode ter tudo mas será que algo me resta pra ter?
Nunca quis mais
Do que tantos tem
Nunca precisei
Mas só vi quando errei
Nunca fui mais
Do que tentei
Tantas falhas e o vazio
Que eu conheço bem
Queria ser mais, ir além desse vazio
Mas não me encaixo em nenhum dos mundos
Que criaram pra mim
E eu me escondo e me fecho, não vale a pena de novo
E presa aqui dentro eu escrevo, mato e morro
Sozinha encaro meus monstros
Sinto falta de quando tudo era melhor no jardim
Mas não sou mais aquela que esteve ali
Carta al Más Allá
Otro viejo amigo que desaparece después de lo que hice
Otro elogio que escucho de quien no respalda lo que dice
Siempre me derramé demasiado, solo me arrepentí
¿Quién puede abrazar el dolor de vivir así?
Conmigo nadie puede y el problema soy yo
Mi mente tratando a todos como enemigos
Saboteando cualquier oportunidad de intentar ser feliz
Pero parece que nunca puedo tener lo que siempre quise
Nunca quise más de lo que muchos tienen
Nunca necesité, pero solo vi cuando fallé
Nunca fui más de lo que pensé
Tantas fallas y el vacío que conozco bien
Otra carta al más allá
Tú me matas y dices que ya no merezco más
Cada vez me matas poco a poco y aún quieres más
Ya no basta con vivir siempre solo
Negándome y escondiéndome, condenada al caos
¿Será solo de mi cabeza?
Cuando todos parecen probar esa certeza
Parece que siempre tengo que elegir
Entre ser quien soy o perder a alguien más
No se puede tener todo, pero ¿habrá algo que me quede por tener?
Nunca quise más
De lo que muchos tienen
Nunca necesité
Pero solo vi cuando fallé
Nunca fui más
De lo que intenté
Tantas fallas y el vacío
Que conozco bien
Quisiera ser más, ir más allá de este vacío
Pero no encajo en ninguno de los mundos
Que crearon para mí
Y me escondo y me cierro, no vale la pena de nuevo
Y atrapada aquí dentro escribo, mato y muero
Sola enfrento a mis monstruos
Echo de menos cuando todo era mejor en el jardín
Pero ya no soy aquella que estuvo allí