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Joven Triste 2

Lacan

Jovem Triste 2

Meu sonho foi o mesmo que o de ontem
Acho que faz mal, mas me mantém
Não me aproximo pois não faz bem
Eu mesmo destruí o que nem criei

Por onde eu pisar gastando notas, eles esperando a minha derrota
Jovem triste só melhora a aposta
Nem te conheço então não encosta

Nunca quis o inferno dessa taça
Clima quente, meu cordão me sufocava
Fazer média é por um garfo na tomada
Enquanto gritam, escuto, mas não ouço nada

Vou pegar o moletom com o maior bolso
Fumar até meu teto dar preto fosco, sei que as vezes te pareço louco
Só falo comigo e não entendo os outros

Eu apaguei os versos que tinha feito pra ela
Me restaram maços, cigarro na janela
Lido com imagens de traíras semelhantes
Lágrimas e métricas que lembram o nome dela

Eu apaguei o contato mas não a conversa
Eu perdi o interesse mas ainda me estressa
Me sinto sem lugar na sua atmosfera
Então que queime o mundo carburando erva

Jovem estrela porque me alimenta?
Como aguenta tanto? Eu sou o Sol em caos
Deprimido, comprimido em nada
Eu sou começo, meio a meio, sem final

A prisão da minha cabeça esvair
Como fumaça ou vendaval
Mas nada disso, sério, nada disso faz sentido sem sentir você aqui

E eu implodo toda vez que explodo cansa de me escutar implorar
Olhando o relógio parado por pouco assistindo de perto a essa super nova
Nada novo sob o Sol que habito, daqui de cima eu assisto queimar
Hoje as vozes gritam meio roucas muito loucas porque eu já não consigo escutar

Amor eu sou um monstro
Eu sei mas não posso lidar
Por mais que com calma se eu pedir ajuda
Eu sei que não resta uma alma nesse lugar

Então que se foda o resto, eu peço que me escute
Antes que eu comece a sufocar
Eu já te avisei em versos que eu te quero perto
Sem você não da pra respirar

Joven Triste 2

Mi sueño fue el mismo que el de ayer
Creo que hace daño, pero me mantiene
No me acerco porque no hace bien
Yo mismo destruí lo que ni siquiera creé

Donde pise gastando billetes, ellos esperando mi derrota
Joven triste solo mejora la apuesta
Ni te conozco así que no te acerques

Nunca quise el infierno de esta copa
Clima caliente, mi cadena me sofocaba
Hacer el paripé es como meter un tenedor en el enchufe
Mientras gritan, escucho, pero no oigo nada

Voy a agarrar el buzo con el bolsillo más grande
Fumar hasta que mi techo se vuelva negro mate, sé que a veces parezco loco
Solo hablo conmigo y no entiendo a los demás

Borré los versos que había escrito para ella
Me quedaron paquetes, cigarrillo en la ventana
Lidiando con imágenes de traidores similares
Lágrimas y métricas que recuerdan su nombre

Borré el contacto pero no la conversación
Perdí el interés pero aún me estresa
Me siento fuera de lugar en tu atmósfera
Así que que arda el mundo carburando hierba

Joven estrella ¿por qué me alimentas?
¿Cómo aguantas tanto? Yo soy el Sol en caos
Deprimido, comprimido en la nada
Soy principio, mitad a mitad, sin final

La prisión de mi cabeza se desvanece
Como humo o vendaval
Pero nada de eso, en serio, nada de eso tiene sentido sin sentirte aquí

Y exploto cada vez que estallo, cansado de escucharme rogar
Mirando el reloj parado por poco, viendo de cerca esta supernova
Nada nuevo bajo el Sol que habito, desde arriba veo arder
Hoy las voces gritan medio roncas, muy locas, porque ya no puedo escuchar

Amor, soy un monstruo
Lo sé, pero no puedo manejarlo
Aunque con calma si pido ayuda
Sé que no queda un alma en este lugar

Así que que se joda el resto, pido que me escuches
Antes de que empiece a sofocarme
Ya te advertí en versos que te quiero cerca
Sin ti no puedo respirar

Escrita por: Dudu MC / Lacan