Paz-Ciência
deixar levar a vida a prestação
parar pensar formatar ideais
ampolas ampulhetas sem noção
discutir lembrar transes astrais
marketing suicida sonhos e guerrilhas
paraíso sexual filosofia caridade e vaidade
amor noveleiro oriente médio doce armadilha
futuro na transversal movimento estudantil questão de idade
mas aqui jaz na real tudo em paz
e o que falta paz-ciência ta tudo a vista
em outros mundos muito mais que alienígenas
fogem pela tangente sem deixar pista
por deus pela pátria pela coca-cola
efeito estufa efeito borboleta nada mais importa
nas praças e avenidas colidem violência
e disfarçados correm os senhores da ciência
e na cabeça nada que mereça atenção
entre perdas e danos se foram sete vidas
um beijo na boca pra balançar o coração
mais distante tão perto sem saída
mas aqui jaz na real tudo em paz
e o que falta paz-ciência ta tudo a vista
em outros mundos muito mais que alienígenas
fogem pela tangente sem deixar pista
voz do povo voz de deus silencio total
poesia em proza guerra santa linguagem de sinais
táticas militares atravessar a rua inglês literal
assembly fortran organizações não governamentais
fala serio deixa quieto não tem como saber
quem escreve torto em linhas retas sem pressa
mas pare o mundo que eu quero descer
sair a francesa na elegância inglesa
mas aqui jaz na real tudo em paz
e o que falta paz-ciência ta tudo a vista
em outros mundos muito mais que alienígenas
fogem pela tangente sem deixar pista
Paz-Ciencia
Dejar llevar la vida a plazos
Parar a pensar, formatear ideales
Ampollas, relojes de arena sin noción
Discutir, recordar trances astrales
Marketing suicida, sueños y guerrillas
Paraíso sexual, filosofía, caridad y vanidad
Amor de telenovela, Oriente Medio, dulce trampa
Futuro en transversal, movimiento estudiantil, cuestión de edad
Pero aquí yace en realidad todo en paz
Y lo que falta, paz-ciencia, está todo a la vista
En otros mundos, mucho más que alienígenas
Huyen por la tangente sin dejar rastro
Por Dios, por la patria, por la Coca-Cola
Efecto invernadero, efecto mariposa, nada más importa
En plazas y avenidas chocan violencia
Y disfrazados corren los señores de la ciencia
Y en la cabeza nada que merezca atención
Entre pérdidas y daños se fueron siete vidas
Un beso en la boca para sacudir el corazón
Más lejos, tan cerca, sin salida
Pero aquí yace en realidad todo en paz
Y lo que falta, paz-ciencia, está todo a la vista
En otros mundos, mucho más que alienígenas
Huyen por la tangente sin dejar rastro
Voz del pueblo, voz de Dios, silencio total
Poesía en prosa, guerra santa, lenguaje de señas
Tácticas militares, cruzar la calle, inglés literal
Assembly, Fortran, organizaciones no gubernamentales
Hablando en serio, déjalo estar, no hay forma de saber
Quien escribe torcido en líneas rectas sin prisa
Pero detén el mundo que quiero bajarme
Salir a la francesa, con elegancia inglesa
Pero aquí yace en realidad todo en paz
Y lo que falta, paz-ciencia, está todo a la vista
En otros mundos, mucho más que alienígenas
Huyen por la tangente sin dejar rastro
Escrita por: J. Matos