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Nuestros Días

Laio Rodrigues

Nossos Dias

Acordei bem cedo
E me lembrei de escutar
Nossas canções
No meu pequeno rádio
A mesma estação

Me levantei e então abotoei
A minha velha blusa
Recolhi as garrafas, os copos
E o meu violão
Saí na ponta dos pés
E pra o teu sono
Um beijo eu deixei

Joguei fora as garrafas
Fiz o rádio calar
Dos copos me livrei
Então foi que empunhei
Bem forte o meu violão
E cantei com ternura
Nossa melhor canção

Chorei
Eu nunca quis deixá-la
Só me resta vagar
De esquina em esquina
Procurando algum um bar
Que me sirva exageros
Em tão pouco a pagar

Solidão
Eu te canto em versos
Então chamo atenção
Logo se enche a mesa
Chegam outros irmãos
E antes das 8:00 horas
Muitos litros se vão

O dia correu, a noite chegou
Embriaguez me tombou
Eu me lembro de ti
Tanto frio que aqui faz
Não posso demorar
Sou o teu cobertor

Abraço as últimas garrafas
Saio a cambalear
Segurando alguns copos
E o meu violão
Vou saindo com pressa
Sem mesmo me despedir
Não posso demorar
Sou o teu cobertor

E voltei
Os portões abri e entrei
A escuridão não me parou, continuei
E sorri, quando eu vi
Na lapide sua foto
Iluminada a luz de velas
E ao lado as flores
Tão antigas que comprei

E então eu
Mais uma vez bem forte
Empunho o meu violão
Encho meu copo e o seu
E canto a última canção
A que eu guardei pra te ninar
Em minha doce serenata
Sobre a tumba tão ingrata
Que te separa amor de mim

E adormeço
Olhando a última paisagem
O céu de estrelas, tua imagem
Girando alto a me olhar
Fechando os olhos devagar
E da lembrança cai a lágrima a ferir
E a saudade traz no peito quem amamos
Com muita dor percebo que
Você já dorme há 15 anos

Nuestros Días

Me desperté temprano
Y recordé escuchar
Nuestras canciones
En mi pequeña radio
La misma estación

Me levanté y abotoné
Mi vieja blusa
Recolecté las botellas, los vasos
Y mi guitarra
Salí de puntillas
Y para tu sueño
Un beso dejé

Tiré las botellas
Hice callar la radio
De los vasos me deshice
Entonces agarré
Con fuerza mi guitarra
Y canté con ternura
Nuestra mejor canción

Lloré
Nunca quise dejarte
Solo me queda vagar
De esquina en esquina
Buscando algún bar
Que me sirva excesos
Por tan poco pagar

Soledad
Te canto en versos
Llamo la atención
Pronto se llena la mesa
Llegan otros hermanos
Y antes de las 8:00 horas
Muchos litros se van

El día pasó, la noche llegó
La embriaguez me tumbó
Recuerdo de ti
Tanto frío que hace aquí
No puedo tardar
Soy tu cobertor

Abrazo las últimas botellas
Salgo tambaleando
Sosteniendo algunos vasos
Y mi guitarra
Me voy apresuradamente
Sin siquiera despedirme
No puedo tardar
Soy tu cobertor

Y regresé
Abrí las puertas y entré
La oscuridad no me detuvo, seguí
Y sonreí, cuando vi
En la lápida tu foto
Iluminada por velas
Y al lado las flores
Tan antiguas que compré

Y entonces yo
Una vez más con fuerza
Empuño mi guitarra
Lleno mi vaso y el tuyo
Y canto la última canción
La que guardé para arrullarte
En mi dulce serenata
Sobre la tumba tan ingrata
Que te separa amor de mí

Y me quedo dormido
Mirando el último paisaje
El cielo estrellado, tu imagen
Girando alto mirándome
Cerrando los ojos lentamente
Y de la memoria cae una lágrima al herir
Y la añoranza trae en el pecho a quienes amamos
Con mucho dolor me doy cuenta de que
Hace 15 años que duermes

Escrita por: Laio Rodrigues