Juros... Em Regra (Das Minhas Três Semanas Em São Lourenço)
Num sábado, ao voltar de São Lourenço
Trouxe eu, comigo, uma bagagem vasta
Três malas, garrafões e aquele lenço
Que a gente usa quando um trem se afasta
Cada dia que passa eu me convenço
Que a saudade é ventura que se gasta
Nesse ambiente de prazer imenso
Que o Destino prepara e nos arrasta
Voltei de São Lourenço, nesse caso
Meu coração tem de pagar sem prazo
Os juros da ventura consumida
As dívidas são sempre desumanas!
Venturas que nos duram três semanas
Descontam-se em saudades toda a vida!
Intereses... En Regla (De Mis Tres Semanas En São Lourenço)
Un sábado, al regresar de São Lourenço
Traje conmigo un equipaje extenso
Tres maletas, garrafas y aquel pañuelo
Que se usa cuando un tren se aleja
Cada día que pasa me convenzo
Que la añoranza es una fortuna que se agota
En ese ambiente de placer inmenso
Que el Destino prepara y nos arrastra
Regresé de São Lourenço, en este caso
Mi corazón tiene que pagar sin plazo
Los intereses de la fortuna consumida
¡Las deudas siempre son inhumanas!
Las fortunas que nos duran tres semanas
Se descuentan en añoranzas toda la vida!
Escrita por: Lamartine Babo