Lágrimas Ocultas
Nos teus domínios, venturoso
Eu sonhei e fui feliz ao lado teu
Fui, dentre os homens, mais ditoso
Eras tu a visão do sonho meu
Oh! Doce loura dos meus dias
Já se foram as alegrias
Do coração febril do teu sonhador
Hoje teu triste cantor!
Tão loura, tão loura
Soubeste em teu laços me prender
E logo após, ciúme atroz
Fez meu sofrer nascer
Cismando, lembrando
A noite de inverno, tão fatal
Sem teu olhar, fico a chorar
Sem teu amor, oh flor!
Quantas vezes eu, sorrindo
A esconder o pranto infindo
Lembro a noite fatal
Tão cruel sepulcral, noite de horror
Dos meus sonhos de dor
Deusa eterna de minha alma
Só um olhar dos teus acalma
Todo o pesar e o soluçar do teu cantor
Lágrimas Ocultas
En tus dominios, afortunado
Soñé y fui feliz a tu lado
Fui, entre los hombres, más dichoso
Eras tú la visión de mi sueño
¡Oh! Dulce rubia de mis días
Ya se fueron las alegrías
Del corazón febril de tu soñador
¡Hoy tu triste cantor!
Tan rubia, tan rubia
Supiste en tus lazos atraparme
Y luego, celos atroces
Hicieron nacer mi sufrir
Pensando, recordando
La noche de invierno, tan fatal
Sin tu mirada, me quedo llorando
Sin tu amor, ¡oh flor!
Cuántas veces yo, sonriendo
Al esconder el llanto interminable
Recuerdo la noche fatal
Tan cruel sepulcral, noche de horror
De mis sueños de dolor
Diosa eterna de mi alma
Solo una mirada tuya calma
Todo el pesar y el sollozar de tu cantor
Escrita por: Alfredo Miniutti / Lamartine Babo