Cosmonauta
Abro a escotilha
Já não vejo muito mais que essa estação
E minha família
São estrelas e planetas na escuridão
O passeio matinal
É suspenso, em reparos estruturais
Antes do almoço
Brincadeiras com as leis gravitacionais
Cosmonauta no espaço sideral
Faz do tédio a sua própria depressão
Tardes infinitas
Flutuando pelo vácuo interestelar
Supernovas explodindo
Me garantem um espetáculo particular
À noite os cometas
Visitam os meus motores de propulsão
Estrelas cadentes
São milhões de ovelhinhas em combustão
Cosmonauta no espaço sideral
Faz do tédio a sua própria depressão
Mas pra que voltar?
Se nem na Terra há um lugar pra você
Vai, me diz pra que!
Se no espaço a solidão
Não orbita o coração
Cosmonauta
Abro la escotilla
Ya no veo mucho más que esta estación
Y mi familia
Son estrellas y planetas en la oscuridad
El paseo matutino
Está suspendido, en reparaciones estructurales
Antes del almuerzo
Jugando con las leyes gravitacionales
Cosmonauta en el espacio sideral
Hace del aburrimiento su propia depresión
Tardes infinitas
Flotando por el vacío interestelar
Supernovas explotando
Me aseguran un espectáculo particular
Por la noche los cometas
Visitan mis motores de propulsión
Estrellas fugaces
Son millones de ovejitas en combustión
Cosmonauta en el espacio sideral
Hace del aburrimiento su propia depresión
Pero ¿para qué regresar?
Si ni en la Tierra hay un lugar para ti
Ve, dime ¿para qué?
Si en el espacio la soledad
No orbita el corazón
Escrita por: Guilherme Peace