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Carta al siglo XXI

Lari Finocchiaro

Carta ao XXI

Venho por meio desta solicitar
Viagens rumo ao céu
Histórias de imaginar
Que as caixas, caixinhas, caixotes
Voem pelo espaço
E se transformem em pássaros

Venho por meio desta me encantar
Com vozes de gente forte
Não tem nada a temer
Os corpos não se escondem
Dançam até derreter
Que a gente esteja vivo para ver

Deixa
O rapaz amar quem quiser
Deixa
A mulher ser dona do seu próprio corpo, pele, pelos, nariz, boca, olhos, pés
Deixa
A criança aprender respeitar
Faço meu canto sair pelo entorno
Só pra ver esse dia chegar

Deixa
A menina rezar seu candomblé
Deixa
O índio cuidar dessa terra
Deixa
A escola se reinventar
Faço meu canto sair pelo entorno
Só pra ver esse dia chegar

Carta al siglo XXI

Vengo por medio de esta solicitud
Viajes hacia el cielo
Historias para imaginar
Que las cajas, cajitas, cajones
Vuelen por el espacio
Y se transformen en pájaros

Vengo por medio de esta encantarme
Con voces de gente fuerte
No hay nada que temer
Los cuerpos no se esconden
Bailan hasta derretirse
Que estemos vivos para ver

Deja
Al joven amar a quien quiera
Deja
A la mujer ser dueña de su propio cuerpo, piel, vello, nariz, boca, ojos, pies
Deja
Que la niña aprenda a respetar
Hago que mi canto se escuche por los alrededores
Solo para ver llegar ese día

Deja
A la niña rezar su candomblé
Deja
Al indígena cuidar esta tierra
Deja
Que la escuela se reinvente
Hago que mi canto se escuche por los alrededores
Solo para ver llegar ese día

Escrita por: Larissa Finocchiaro