"A morte em teu corpo procuro"
"A morte em teu corpo procuro"
Crepuscular é teu sorriso;
o teu frio amor aquece-me;
tu és o sol enegrecido,
que a minha carne fenece.
Ó lua invernal!
Rasga nesta noite minha mascara;
dai-me teu beijo abissal;
só ele a spleen sara.
Ó virginal espectro!
Ajoelho-me em reverência,
é com esse canto tétrico,
que exalto tua imponência.
Beberei teu néctar venenoso;
a morte em teu corpo procuro...
Ó momento glorioso:
quando mergulharei no escuro.
Retirarei teu negro vestido;
uma semente em ti plantarei,
aos quatro ventos grito:
as trevas profanarei!
Minha primavera se esvai;
Ó dama do noturno jardim...
Tua beleza a todas sobre saem;
o seu túmulo será junto a mim.
En tu cuerpo busco la muerte
En tu cuerpo busco la muerte
Tu sonrisa es crepuscular;
tu frío amor me calienta;
tú eres el sol ennegrecido,
que marchita mi carne.
¡Oh luna invernal!
Rasga esta noche mi máscara;
dame tu beso abismal;
solo él cura la melancolía.
¡Oh espectro virginal!
Me arrodillo en reverencia,
es con este canto tétrico,
que exalto tu imponencia.
Beberé tu néctar venenoso;
en tu cuerpo busco la muerte...
¡Oh momento glorioso:
cuando me sumergiré en la oscuridad!
Quitaré tu vestido negro;
plantaré una semilla en ti,
a los cuatro vientos grito:
¡profanaré las tinieblas!
Mi primavera se desvanece;
¡Oh dama del jardín nocturno...
Tu belleza sobresale sobre todas;
su tumba estará junto a la mía.