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Esa Gana

Lê Coelho

Essa Vontade

Essa vontade
De não sei o quê
Parece uma saudade
De não sei o que lá
Se cala, cresce
Quando anoitece vêm
Varando a noite
Raiou o dia vai

Me faz como menino crer
Mesmo que não exista
Um resto de sonho
Escondido em algum lugar
Brinquedos guardados
Na mente de um alegorista
Quando desse véu me desnuda
Posso tatear

Me coça, me roça, me apressa
Me assanha, me assusta
É verbo, é vento
Silêncio de um despertar
Desde o meu rebento
Me veste essa carapuça
Que pulsa a paixão de viver
E o prazer de cantar

Me faz o destino temer
Pra depois me encorajar
Complica que não devo ir
Mas que devo estar
Me faz mil carinhos querer
E muitos amigos amar
A força que assim me carrega
Nesse caminhar

Esa Gana

Esa gana
De no sé qué
Parece una añoranza
De no sé qué allá
Se calla, crece
Cuando anochece viene
Atravesando la noche
Amaneció el día va

Me hace creer como un niño
Aunque no exista
Un resto de sueño
Escondido en algún lugar
Juguetes guardados
En la mente de un alegorista
Cuando de este velo me desnuda
Puedo palpar

Me pica, me roza, me apura
Me excita, me asusta
Es verbo, es viento
Silencio de un despertar
Desde mi nacimiento
Me pone esta máscara
Que palpita la pasión de vivir
Y el placer de cantar

Me hace temer al destino
Para luego animarme
Complica que no debo ir
Pero que debo estar
Me hace querer mil cariños
Y amar a muchos amigos
La fuerza que así me lleva
En este caminar

Escrita por: Lê Coelho