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Jardín Viola

Lecinho e Viola

Jardim Viola

Se perguntar, só pra saber,
Quantos brasis numa viola podem caber,
Vou responder, sem demorar:
O mesmo tanto de "fulô"
Que o mundo tem pra cheirar.

Ê "fulô" pra cheirar! ê "fulô"!
Ê "fulô" pra cheirar! ê "fulô"!

O bojo de uma viola é mesmo como um jardim.
Qualquer canção tem raiz, as notas cheiram a jasmim.
Os dedos do violeiro feliz são folhas de alecrim.
Sem distinção classe, cor, de tempo ou religião,
As cordas são finos fios de amor ligando a tradição;
Todos os quintais deste mundo são versos deste refrão.
Dos solos do djavan aos selos do tom jobim.
/ vai das valsas de chopin às chulas de botequim / (2x).

Ê "fulô" pra cheirar! ê "fulô"!
Ê "fulô" pra cheirar! ê "fulô"!

Dos dedos do bule-bule até a mão do pilão;
Do trilho do trem de ferro às linhas da sua mão.
O canarinho da terra floreia o mesmo bordão
Nasceram nesse pomar os versos de assaré;
Viola nasceu da mão, a "fulô" renasceu do pé.
Tem um jardim de beleza no peito de quem quiser.
Cantiga é maracujá, forró é "fulô" de açaí,
/ toada "fulô" de chegar. seresta "fulô" de partir / (2x).

Ê "fulô" pra cheirar! ê "fulô"!
Ê "fulô" pra cheirar! ê "fulô"!

Viola vive em qualquer canto do mundo,
Com doutor, com vagabundo, com pobre, com afortunado.
Viola vive em qualquer canto da terra,
Onde há paz e onde há guerra; depende do dedilhado.
Viola deixa se tocar por todo dedo,
Não tem birra nem segredo, basta ter gosto por rima.
Viola é prima de cavaco e violão,
Passeia com cebolão rio abaixo e rio acima.

Jardín Viola

Si preguntas, solo para saber,
Cuántos Brasiles caben en una viola,
Responderé, sin demora:
La misma cantidad de 'fulô'
Que el mundo tiene para oler.

¡'Fulô' para oler! ¡'Fulô'!
¡'Fulô' para oler! ¡'Fulô'!

El cuerpo de una viola es como un jardín.
Cada canción tiene raíces, las notas huelen a jazmín.
Los dedos del feliz violetero son hojas de romero.
Sin distinción de clase, color, tiempo o religión,
Las cuerdas son finos hilos de amor que conectan la tradición;
Todos los patios de este mundo son versos de este estribillo.
Desde los solos de Djavan hasta los acordes de Tom Jobim.
/ desde los valses de Chopin hasta las chulas de botequim / (2x).

¡'Fulô' para oler! ¡'Fulô'!
¡'Fulô' para oler! ¡'Fulô'!

Desde los dedos del bule-bule hasta la mano del pilón;
Desde el riel del tren de hierro hasta las líneas de tu mano.
El canario de la tierra florea la misma melodía.
Nacieron en este huerto los versos de Assaré;
La viola nació de la mano, el 'fulô' renació del pie.
Hay un jardín de belleza en el pecho de quien lo desee.
La canción es maracuyá, el forró es 'fulô' de açaí,
/ tonada 'fulô' de llegar. serenata 'fulô' de partir / (2x).

¡'Fulô' para oler! ¡'Fulô'!
¡'Fulô' para oler! ¡'Fulô'!

La viola vive en cualquier rincón del mundo,
Con doctor, con vagabundo, con pobre, con afortunado.
La viola vive en cualquier rincón de la tierra,
Donde hay paz y donde hay guerra; depende del rasgueo.
La viola se deja tocar por cualquier dedo,
No tiene caprichos ni secretos, solo hace falta gusto por la rima.
La viola es prima del cavaquinho y la guitarra,
Pasea con el cebolão río abajo y río arriba.

Escrita por: Lecinho / Viola