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Viola Pura

Leide e Laura

Viola Pura

Eu venho de longe mostrando trabalho
Conheço o caminho e todos os atalhos
Eu sou a raiz, os trancos e os galhos
Trazendo a ternura das gotas de orvalho
Tudo na vida que se manifesta
Já vem com um sentido de presta ou não presta
Não é que eu tenha estrela na testa
Desculpe a modéstia, mas eu nunca falho.

Eu sou do catira, da viola pura
Essa viola faz parte da nossa cultura.

Semente que veio do ventre do chão
Na chuva miúda sem vento e trovão
Viola afinada em nossa canção
É a voz da verdade do velho sertão
Às vezes eu choro quando estou cantando
É uma saudade sempre me falando
Que eu siga em frente a bandeira empunhando
Que aqui esta faltando tonico e tião

Na casa de disco o pobre caipira
Vasculha e revira e troce o nariz
Alie que esta o sucesso que roda
Mas menos as modas de viola raiz.
E esse caboclo que tudo aceita
Escuta e respeita, mas não pede bis;
Mas quando ele escuta a moda caipira
Dá pulo e delira, se sente feliz

Viola Pura

Vengo de lejos mostrando trabajo
Conozco el camino y todos los atajos
Soy la raíz, los golpes y las ramas
Traigo la ternura de las gotas de rocío
Todo en la vida que se manifiesta
Viene con un sentido de sirve o no sirve
No es que tenga estrella en la frente
Disculpa la modestia, pero nunca fallo.

Soy del catira, de la viola pura
Esta viola es parte de nuestra cultura.

Semilla que vino del vientre de la tierra
En la lluvia menuda sin viento ni trueno
Viola afinada en nuestra canción
Es la voz de la verdad del viejo sertón
A veces lloro cuando estoy cantando
Es una nostalgia que siempre me habla
Que siga adelante con la bandera en alto
Que aquí falta Tonico y Tião.

En la casa de discos el pobre caipira
Revuelve y arruga la nariz
Ahí está el éxito que gira
Pero menos las modas de viola raíz.
Y este campesino que todo acepta
Escucha y respeta, pero no pide bis;
Pero cuando escucha la moda caipira
Salta y se regocija, se siente feliz

Escrita por: Paraíso, Caetano Erba