O Homem da Caverna
Depois que eu me separei de você querida
Eu vivo só numa caverna na beira do mar
Joguei meu relógio fora, para esquecer
O dia e a hora que outro is lhe encontrar
Aqui eu só ouço o barulho das andas bravias
Que chocam-se violentamente contra os rochedos
O vento forte até parece que quer me levar
Aonde você está vivendo, mas tenho medo
Aqui eu já até perdi a noção do tempo
Prefiro viver isolado para não lembrar
Meu pranto se mistura sempre com as águas da praia
Na hora que as aves do ar põe-se a cantar
Você jamais descobrirá onde eu estou morando
A chuva forte já cobriu a marca dos meus passos
Preciso viver para sempre aqui neste lugar
Não volto pra não ver você sorrindo em outros braços
Depois de muito refletir cheguei a conclusão
Achei que seria melhor se eu vivesse ausente
A gente padece bem menos não vendo a traição
Aquilo que os olhos não vêem o coração não sente
El Hombre de la Caverna
Después de separarme de ti, querida
Vivo solo en una cueva en la orilla del mar
Tiré mi reloj, para olvidar
El día y la hora en que otro te encuentre
Aquí solo escucho el ruido de las olas bravías
Que chocan violentamente contra las rocas
El viento fuerte parece querer llevarme
A donde estás viviendo, pero tengo miedo
Aquí he perdido la noción del tiempo
Prefiero vivir aislado para no recordar
Mis lágrimas siempre se mezclan con las aguas de la playa
Cuando las aves del aire comienzan a cantar
Nunca descubrirás dónde vivo
La lluvia ha cubierto las huellas de mis pasos
Necesito vivir aquí para siempre
No regreso para no verte sonreír en otros brazos
Después de reflexionar mucho, llegué a la conclusión
Pensé que sería mejor vivir ausente
Se sufre mucho menos al no ver la traición
Lo que los ojos no ven, el corazón no siente
Escrita por: Leo Canhoto / Robertinho