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Sangre de mi Sangre

Léo Canhoto e Robertinho

Sangue do Meu Sangue

Pra cuidar da sua filha uma pobre mãezinha
Trabalhava no pesado dava tudo o que tinha
Por ela não ter estudo enfrentava o que vinha
Lavava roupa e passava quase a noite inteirinha
Era ela mãe solteira no mundo estava sozinha
Alguém lhe jurou amor enganando a pobrezinha
Apesar de viver só ela nunca saiu da linha
Só tinha no pensamento estudar sua filhinha.

Tudo se passou depressa igual a onda na areia
Sua filha ficou grande, seu pensamento vagueia
Falou pra sua filhinha um dia na hora da ceia
Tenho raiva de sua cara, você é uma velha feia.
Eu sou grande, eu sou livre, o meu peito agora anseia
Vou sair da sua casa, vou viver em casa alheia
Eu não sou da sua marca pra ficar aqui na peia
Tenho nojo do seu sangue que corre em minhas veias.

Ela foi embora deixando sua mãe entristecida
Andando em má companhia, se tornou uma perdida
Um dia num acidente ficou na rua caída
Foi levada a um hospital pra ser urgente socorrida
Por perder bastante sangue ela estava desfalecida
Neste instante uma mulher foi entrando mal vestida
Eu quero doar meu sangue pra salvar aquela vida
Nem o médico sabia que era sua filha querida.

Depois de doar seu sangue a mulher desapareceu
Soluçando muito riste ninguém a reconheceu
Cinco dias se passaram veja o que aconteceu
Ela foi encontrada morta mais um bilhete escreveu
Com nome de sua filha de quem nunca ela esqueceu
Seu coração de mãe não agüentou, ela morreu
No bilhete estava escrito: Filhinha fiquem com Deus
Não se esqueça que em suas veias corre o sangue que era meu.

Sangre de mi Sangre

Para cuidar de su hija una pobre mamita
Trabajaba duro, daba todo lo que tenía
Por no tener educación, enfrentaba lo que venía
Lavaba ropa y planchaba casi toda la noche
Era madre soltera, en el mundo estaba sola
Alguien le juró amor, engañando a la pobrecita
A pesar de vivir sola, nunca se salió de la raya
Solo pensaba en educar a su hijita.

Todo pasó rápido como la ola en la arena
Su hija creció, su mente divaga
Le dijo a su hija un día en la cena
Tengo rabia de tu cara, eres una vieja fea
Soy grande, soy libre, mi pecho anhela ahora
Voy a salir de tu casa, a vivir en otro lado
No soy de tu calaña para quedarme aquí
Tengo asco de tu sangre que corre en mis venas.

Se fue dejando a su madre entristecida
Andando con malas compañías, se volvió una perdida
Un día en un accidente quedó tirada en la calle
Fue llevada a un hospital para ser socorrida urgentemente
Por perder mucha sangre, estaba desfallecida
En ese momento una mujer entró mal vestida
Quiero donar mi sangre para salvar esa vida
Ni el médico sabía que era su querida hija.

Después de donar su sangre, la mujer desapareció
Llorando mucho, nadie la reconoció
Pasaron cinco días, mira lo que sucedió
La encontraron muerta con una nota que dejó
Con el nombre de su hija, a quien nunca olvidó
Su corazón de madre no aguantó, ella murió
En la nota decía: Hija, que Dios te acompañe
No olvides que en tus venas corre la sangre que era mía.

Escrita por: Leo Canhoto