Roque Bravo
Atenção moradores da vila do Cachorro Sentado
Roque bravo entrou aí no bar, muito cuidado, hein!
- Papai, quem é aquele homem feio que quer matar todo mundo, hein?
- Fala baixo meu filho, aquele é o Roque Bravo...
- Vamos, saiam todos da minha frente...
Saiam da frente, já disse...
Vou derrubar tudo isso aqui!!!
Agora eu vou embora, mas amanhã voltarei
Para acabar com tudo isso aqui! ah ah ah!"
Roque Bravo era temido
Era o terror lá do sertão
Ninguém mais tinha sossego
Em toda aquela região
Pra puxar o seu revólver
Tinha bem facilidade
Ligeiro igual um raio
Em dias de tempestade
No lugar que ele chegava
Todo povo se escondia
No boteco que ele entrava
Confusão logo surgia
"- Me dá um conhaque aí depressa
- Pronto seu Roque, aí está o conhaque
- Não quero mais o conhaque! Troca ele por uma cachaça, vamos logo!
- É pra já se Roque, ai está a cachaça no lugar do conhaque pode beber
- Assim é que eu gosto! Até logo!
- Seu Roque! O senhor vai embora sem pagar a cachaça?
- Pagar?! Eu não troquei a cachaça pelo conhaque?
- Está certo, mas o senhor não pagou o conhaque
- Como é que eu vou pagar se eu não tomei o conhaque?
Pronto está pago. E a senhora aí? Gosta de flores?
- Ah! Seu Roque eu adoro flores
- Amanhã no seu enterro terá muitas flores! Ah ah ah!
Os dias foram passando, certa vez Roque Bravo soube que no Arraiá da Vaca Morta havia um homem valente.
Roque foi para lá e ao ver o valentão, Roque Bravo disse assim:
- Quem é o bravo aqui?
- O bravo aqui sou eu por quê?
- Tem mais algum bravo ai? Quem são vocês dois?
- Eu sou o Joanim Farofa! E este aqui é meu irmão famoso Bepe Caruncho!
- Pronto! Deu caruncho na farofa!
Cadê o garçom desse restaurante aqui?
- Estou aqui seu Roque
- Tem comida aí?
- O senhor gosta de bife a cavalo?
- Gosto...
- O senhor gosta de frango frito?
- Gosto...
- Hum... Eu também gosto, mas não tem...
- Toma e vê se me respeita!!! Você aí... O que está fazendo? Dê o fora daqui já!!!
- Eu vou dar o fora daqui, mas você vai comigo Roque Bravo!!!
- Eu ir com você? ah ah ah!!! E por que motivo?
- O motivo é simples! Eu sou um policial e você está preso Roque Bravo!!!
E não tente nenhum golpe senão eu te encho de estanho entendeu? Vai andando Roque Bravo. Você está preso.
- Ah ah ah ah!!! Eu preso? Coisa nenhuma! Lá vai fogo policial!
- Eu lhe avisei Roque Bravo! Você ia pra cadeia agora vai para o cemitério!!! Com a justiça não se brinca!!!"
Acabou-se o valentão
A paz voltou nessa cidade
Todos vivem trabalhando
Cheios de felicidade
Roque Bravo hoje está morto
Recebeu o seu castigo
Com ferro vivia ferindo
Com ferro ele foi ferido
Roque Bravo desordeiro
Recebeu sua sentença
Devia ter compreendido
Que o crime não compensa
Roque Bravo
Atención residentes de la aldea del Perro Sentado
¡Roque Bravo entró al bar, mucho cuidado, eh!
- Papá, ¿quién es ese hombre feo que quiere matar a todos, eh?
- Habla bajo, hijo, ese es Roque Bravo...
- Vamos, salgan todos de mi camino...
Salgan del camino, ya lo dije...
¡Voy a derribar todo esto aquí!
Ahora me voy, pero mañana volveré
¡Para acabar con todo esto aquí! ¡ja ja ja!
Roque Bravo era temido
Era el terror del sertón
Nadie tenía paz
En toda esa región
Para sacar su revólver
Tenía mucha facilidad
Rápido como un rayo
En días de tormenta
Donde él llegaba
La gente se escondía
En el bar al que entraba
La confusión surgía
- Dame un coñac rápido
- Listo, Roque, aquí está el coñac
- ¡No quiero más coñac! ¡Cámbialo por una cachaça, rápido!
- Enseguida, Roque, aquí está la cachaça en lugar del coñac, puedes beber
- ¡Así me gusta! ¡Hasta luego!
- ¡Señor Roque! ¿Se va sin pagar la cachaça?
- ¿Pagar? ¡No cambié la cachaça por el coñac!
- Está bien, pero no pagó el coñac
- ¿Cómo voy a pagar si no tomé el coñac?
Listo, está pagado. ¿Y usted, señora? ¿Le gustan las flores?
- ¡Ah, Roque, adoro las flores!
- ¡Mañana en su funeral habrá muchas flores! ¡ja ja ja!
Los días pasaron, una vez Roque Bravo supo que en el Arraiá de la Vaca Muerta había un hombre valiente.
Roque fue allí y al ver al valentón, Roque Bravo dijo así:
- ¿Quién es el valiente aquí?
- ¡El valiente aquí soy yo, ¿y qué?
- ¿Hay algún otro valiente aquí? ¿Quiénes son ustedes dos?
- ¡Yo soy Joanim Farofa! ¡Y este es mi famoso hermano Bepe Caruncho!
- ¡Listo! ¡Se arruinó la farofa!
¿Dónde está el camarero de este restaurante?
- Aquí estoy, Roque
- ¿Hay comida?
- ¿Le gusta el bife a caballo?
- Sí...
- ¿Le gusta el pollo frito?
- Sí...
- Hum... A mí también me gusta, pero no hay...
- ¡Toma y respétame! ¡Tú, ¿qué estás haciendo? ¡Vete de aquí ya!
- Me voy, pero tú vienes conmigo, Roque Bravo
- ¿Ir contigo? ¡ja ja ja! ¿Y por qué motivo?
- ¡El motivo es simple! ¡Soy policía y estás arrestado, Roque Bravo!
Y no intentes nada raro o te llenaré de plomo, ¿entendido? Anda, Roque Bravo. Estás arrestado.
- ¡ja ja ja ja! ¿Yo arrestado? ¡Ni hablar! ¡Ahí va fuego policial!
- ¡Te lo advertí, Roque Bravo! ¡Ibas a la cárcel y ahora vas al cementerio! ¡Con la justicia no se juega!
Se acabó el valentón
La paz volvió a esa ciudad
Todos viven trabajando
Llenos de felicidad
Hoy Roque Bravo está muerto
Recibió su castigo
Con hierro hería viviendo
Con hierro fue herido
Roque Bravo alborotador
Recibió su sentencia
Debería haber entendido
Que el crimen no compensa