Pétala
Tua alma econômica, tua voz de atônica
Teu pensar diabólico, tudo me faz sonhar
Até tua ânsia de vômito, o teu medo dos óbitos
Tua mesa de fórmica, sim, ela também me faz sonhar
Tua tia católica, teu olhar de uma lâmpada
Tua alma de âncora, tudo me faz sonhar
As cadeiras, tuas ancas, cólicas, tuas histórias bucólicas
Tuas noites insólitas, tudo me faz sonhar
Teu irmão antipático, antiestético
Teus silêncios somáticos, um pórtico pra esse teu pânico
De ser efêmera
Até um mundo de míopes cantaria em uníssono:
Teu amor é meu déspota e meu coração
Que era êxodo da tua cidade é munícipe
O nosso é reinado é de príncipes
E eu dançarei feito um lírico pra te tirar desse pântano
Te darei beijo andróginos pra quebrar a matemática
Pro sol serei os teus óculos
O meu amor será invólucro e comigo também vai sonhar
Pétalo
Tu alma económica, tu voz atónica
Tu pensamiento diabólico, todo me hace soñar
Incluso tu deseo de vomitar, tu miedo a la muerte
Tu mesa de formica, sí, también me hace soñar
Tu tía católica, tu mirada de lámpara
Tu alma como ancla, todo me hace soñar
Las sillas, tus caderas, calambres, tus historias bucólicas
Tus noches inusuales, todo me hace soñar
Tu hermano antiestético y antipático
Tus silencios somáticos, un porche para ese pánico tuyo
Para ser efímero
Incluso un mundo miope cantaría al unísono
Tu amor es mi déspota y mi corazón
Eso fue un éxodo de tu ciudad es un pueblo
El nuestro es el reino de los príncipes
Y bailaré como una lírica para sacarte de este pantano
Te besaré andrógino para romper las matemáticas
Al sol voy a ser tus gafas
Mi amor será un envoltorio y sueños de mí también
Escrita por: Leo Fressato