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Árbol Muerto

Léo Martins

Árvore Morta

Uma árvore morta não dá frutos, não tem nada pra colher
No dia em que esperei você renascer, foi arrancada com tronco e tudo
Ironia do destino: Paz na paisagem, terrorismo nos sinais
Ganância te levou à ruína, cobiça do que nunca foi seu

Por fora tá tudo bem, por dentro destrói
Sem uma folha pra fazer sombra pro sol
Acordei gritando, distorcido: Você concorda ou merece?
Nenhuma ação nasceu do ódio carregado por anos

A própria arrogância faz os poderosos cair
Faltou pão, leite, café e o dinheiro não me salvou
Desde mil novecentos e oitenta e sete, respirar doeu, apanhar pra chorar era viver
O fogo do isqueiro que não apagou foi o mesmo que me queimou

Nenhuma saudade do que vivi
Não gosto de lembrar o que senti
Mesmo depois que arranquei a árvore podre
Ela renasceu sem mim
E disse que minha água é que sempre a matou

Busquei no bosque aquela flor que só existia na mente
Quando vi os olhos fechados da solidão, entendi: A morte era fatal
Joguei água e adubo pra árvore morta, falei com desconhecidos
Todos disseram: Ele ficou louco

Eu já tinha adoecido quando fiz da esperança o meu castigo
Eterno é o tempo, fraterno o desejo de um amor que já não existe

Nenhuma saudade do que vivi
Não gosto de lembrar o que senti
Mesmo depois que arranquei a árvore podre
Ela renasceu sem mim
E disse que minha água é que sempre a matou

Indicadores frios, anotações da vida
Estúdio pra ficar feio: Entrei com dentes, saí banguelo
Técnica sombria: Renovação de lápide
Nocaute na luta contra meus próprios desafios

Depois de tantos anos, concluímos: Estamos infelizes
Quem cavou a distância não foi o tempo
O problema sempre esteve na frente do nariz

Reguei a árvore morta só pra não desistir
Pra ela renascer sem mim
E dizer que foi sua água que sempre a matou

Árbol Muerto

Un árbol muerto no da frutos, no hay nada que recoger
El día en que esperé que renacieras, fue arrancado con tronco y todo
Ironía del destino: Paz en el paisaje, terrorismo en las señales
La avaricia te llevó a la ruina, codicia de lo que nunca fue tuyo

Por fuera todo está bien, por dentro destruye
Sin una hoja para hacer sombra al sol
Desperté gritando, distorsionado: ¿Estás de acuerdo o lo mereces?
Ninguna acción nació del odio cargado por años

La propia arrogancia hace caer a los poderosos
Faltó pan, leche, café y el dinero no me salvó
Desde mil novecientos ochenta y siete, respirar dolió, golpear para llorar era vivir
El fuego del encendedor que no se apagó fue el mismo que me quemó

Ningún recuerdo de lo que viví
No me gusta recordar lo que sentí
Incluso después de arrancar el árbol podrido
Renació sin mí
Y dijo que mi agua siempre la mató

Busqué en el bosque aquella flor que solo existía en la mente
Cuando vi los ojos cerrados de la soledad, entendí: La muerte era fatal
Eché agua y abono al árbol muerto, hablé con desconocidos
Todos dijeron: Se volvió loco

Ya me había enfermado cuando hice de la esperanza mi castigo
Eterno es el tiempo, fraterno el deseo de un amor que ya no existe

Ningún recuerdo de lo que viví
No me gusta recordar lo que sentí
Incluso después de arrancar el árbol podrido
Renació sin mí
Y dijo que mi agua siempre la mató

Indicadores fríos, anotaciones de la vida
Estudio para quedar feo: Entré con dientes, salí sin ellos
Técnica sombría: Renovación de lápida
Nocaut en la lucha contra mis propios desafíos

Después de tantos años, concluimos: Estamos infelices
Quien cavó la distancia no fue el tiempo
El problema siempre estuvo frente a la nariz

Regué el árbol muerto solo para no rendirme
Para que renazca sin mí
Y decir que fue su agua la que siempre la mató

Escrita por: Leonardo de Souza Martins