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Día de Muertos

Léo Martins

Dia de Finados

Direto das rádios zero horas onde ninguém escutou a canção
Carro abandonado trecho marcado sempre na vitória das traças
Não tem competição onde já sabemos quem será o campeão
Andei demais atrás da mesma oportunidade, mas não tive a graça

Ouvi dizer que sonhar não paga nada
Afinal o que esperar se podem querer cobrar meus sonhos
Porém, vejo a decadência da filosofia de um homem que quis alcançar
E juntos a vida toda somente rebolhos

O que será que vão cobrar de mim
Indo pra jantar com sempre o prato frio
Não esquentei demais pra não queimar a língua
Pois quem fala muito vira martírio

Abri meu armário pra escolher a melhor roupa
Pra ir no dia de finados sozinho
Quando cheguei lá ninguém respondeu os meus pedidos
Tentei conversar com o mais alto clamor do público

Que não bateram palmas porque não adivinho
Forasteiro da imenso silêncio decididos
Total incapacidade diante de coisas que não dependem de mim
Pois a que dependem eu corro atrás até o fim

Tentei não me segurar pra não cair no esquecimento eterno solitário
Na vida torpe só vi a ganância dia otários
Se estamos tão desconectados da realidade um do outro
Por que será que existem tantos dentes de ouro?

Abri meu armário pra escolher a melhor roupa
Pra ir no dia de finados sozinho
Quando cheguei lá ninguém respondeu os meus pedidos
Tentei conversar com o mais alto clamor do público
Que não bateram palmas porque não adivinho

Forasteiro da imenso silêncio decididos
Impacto na queda do avião luxuoso não salvou a vida de ninguém
Memórias não resgatadas de um comparsa de tradições que fazemos por fazer

X9 até tenta, mas não consegue se salvar também
Leilão do carro abandonado onde as traças
Deram o lance mais alto para não morrer

Día de Muertos

Directo de las radios a la medianoche donde nadie escuchó la canción
Coche abandonado, trecho marcado siempre en la victoria de las polillas
No hay competencia donde ya sabemos quién será el campeón
He estado demasiado tiempo persiguiendo la misma oportunidad, pero no tuve la gracia

Escuché que soñar no cuesta nada
Después de todo, ¿qué esperar si pueden querer cobrar mis sueños?
Sin embargo, veo la decadencia de la filosofía de un hombre que quiso alcanzar
Y juntos toda la vida, solo desechos

¿Qué será lo que van a cobrar de mí?
Yendo a cenar con siempre el plato frío
No me calenté demasiado para no quemarme la lengua
Porque quien habla mucho se convierte en martirio

Abrí mi armario para elegir la mejor ropa
Para ir el día de muertos solo
Cuando llegué allí, nadie respondió a mis pedidos
Intenté hablar con el clamor más alto del público

Que no aplaudieron porque no adivino
Forastero del inmenso silencio decidido
Total incapacidad ante cosas que no dependen de mí
Porque las que dependen, las persigo hasta el final

Intenté no aferrarme para no caer en el olvido eterno y solitario
En la vida torpe solo vi la avaricia, día de tontos
Si estamos tan desconectados de la realidad uno del otro
¿Por qué será que existen tantos dientes de oro?

Abrí mi armario para elegir la mejor ropa
Para ir el día de muertos solo
Cuando llegué allí, nadie respondió a mis pedidos
Intenté hablar con el clamor más alto del público
Que no aplaudieron porque no adivino

Forastero del inmenso silencio decidido
Impacto en la caída del avión lujoso no salvó la vida de nadie
Memorias no rescatadas de un cómplice de tradiciones que hacemos por hacer

X9 hasta intenta, pero no logra salvarse tampoco
Subasta del coche abandonado donde las polillas
Hicieron la oferta más alta para no morir

Escrita por: Leonardo de Souza Martins