395px

Manipulador y Manipulado

Léo Martins

Manipulador e Manipulado

Fiquei com as mãos amarradas, pulsos marcados
Olhei pro chão, contando pisos, contando os dias passados
O combo foi lento pra doer, rápido pra não voltar
Me senti preso antes mesmo de tudo começar

Dormi dois dias, acordei sem querer levantar
Me deparei com o fim do mundo, difícil de acreditar
Lavei minhas roupas num balde, deixei no Sol pra secar
Mas na hora de enxaguar, a água faltou pra limpar

Saquei que o lance era ser alguém diferente de mim
Errei por deixar tudo acontecer, acreditei cego, infeliz
Eu era manipulador, mas fui manipulado também
Jogado no lixo, devorado vivo, foi meu fim

Preso fora das linhas da constituição
Onde o filho chora e a mãe não vê a solução
Sentimos que somos pequenos, incapazes de lidar
Com algo maior que nós, só nos resta aceitar

Debaixo de uma coberta emprestada, passando frio
Pude levantar e aceitar que tinha perdido o brilho
Tudo foi em vão, não há como fugir
É morrer ou encarar, não tem como seguir

Saquei que o lance era ser alguém diferente de mim
Errei por deixar tudo acontecer, acreditei cego, infeliz
Eu era manipulador, mas fui manipulado também
Jogado no lixo, devorado vivo, foi meu fim

Leitura, literatura, arte do submundo astral
O mal começa no coração, nas ideias que machucam o igual
Tentei recuperar meu sono, dormi demais, quase extinto
Quando saí de lá, vi que a realidade era mais cruel que o instinto

Não vou reclamar, eu mesmo cavei minha cova
Não vou me desesperar, ainda há vida, ainda há prova
Coloquei o que importa na frente da minha porta
Hoje vejo que sou condenado a ser feliz, e isso me conforta

Manipulador y Manipulado

Estuve con las manos atadas, muñecas marcadas
Miré al suelo, contando losas, contando los días pasados
El golpe fue lento para doler, rápido para no volver
Me sentí atrapado antes de que todo comenzara

Dormí dos días, desperté sin querer levantarme
Me encontré con el fin del mundo, difícil de creer
Lavé mi ropa en un balde, la dejé al sol para secar
Pero al momento de enjuagar, el agua faltó para limpiar

Me di cuenta que el asunto era ser alguien diferente a mí
Me equivoqué por dejar que todo pasara, creí ciegamente, infeliz
Yo era manipulador, pero también fui manipulado
Tirado a la basura, devorado vivo, fue mi final

Atrapado fuera de las líneas de la constitución
Donde el hijo llora y la madre no ve la solución
Sentimos que somos pequeños, incapaces de lidiar
Con algo más grande que nosotros, solo nos queda aceptar

Debajo de una cobija prestada, pasando frío
Pude levantarme y aceptar que había perdido el brillo
Todo fue en vano, no hay forma de escapar
Es morir o enfrentar, no hay cómo seguir

Me di cuenta que el asunto era ser alguien diferente a mí
Me equivoqué por dejar que todo pasara, creí ciegamente, infeliz
Yo era manipulador, pero también fui manipulado
Tirado a la basura, devorado vivo, fue mi final

Lectura, literatura, arte del submundo astral
El mal comienza en el corazón, en las ideas que lastiman al igual
Intenté recuperar mi sueño, dormí de más, casi extinto
Cuando salí de allí, vi que la realidad era más cruel que el instinto

No voy a quejarme, yo mismo cavé mi tumba
No voy a desesperarme, aún hay vida, aún hay prueba
Puse lo que importa frente a mi puerta
Hoy veo que estoy condenado a ser feliz, y eso me reconforta

Escrita por: Leonardo de Souza Martins