395px

Aroma del Sertão

Léo Poeta

Cheiro de Sertão

Sinto saudade da terrinhaonde eu nasci
Onde vivi protegido por meus pais
Voando livre feito um passaro ao céu aberto
Sempre coberto de amor conforto e paz

Agora vivo diferente do passado
Moro imprensado numa casa em uma esquina
Tão pequenina que se parece um barraco
O vento fracoderruba o que tem em cima

A minha terra mudou hoje é diferente
Tem muita gente que jamais lhe abandona
Alguém detona diz é terra de bocó
Mas é melhor até dembaixo de uma lona

Tem nordestino que saiu de sua terra
Seu pé da serra deixou la abandonado
Ficou marcado por tanta difuldade
Não tem saudade nem retorna ao passdado

Minha cultura faz parte de minha excencia
Minha existencia faz parte dessa cultura
É uma loucurase esquecer o seu passado
E viver subordinado enfrentando a vida dura

Tem miuta gente usando o seu passado
Pra ser lembrado pelo que foi sem mais ser
Posso dizer que para mim é traição
Usar sertão sem sertanejo entender

Seja nordeste, seja sertão, seja gonzaga, eterno rei do baião
Ser do nordeste, é cheirar sertão, seja gonzaga eterno rei do baião

Aroma del Sertão

Extraño mi tierra donde nací
Donde viví protegido por mis padres
Volando libre como un pájaro en el cielo abierto
Siempre cubierto de amor, confort y paz

Ahora vivo diferente al pasado
Vivo apretujado en una casa en una esquina
Tan pequeña que parece un barraco
El viento débil derriba lo que está encima

Mi tierra ha cambiado, hoy es diferente
Hay mucha gente que nunca la abandona
Alguien dice que es tierra de tontos
Pero es mejor incluso debajo de una lona

Hay nordestinos que han dejado su tierra
Su pie de sierra la han abandonado
Quedaron marcados por tantas dificultades
No tienen nostalgia ni vuelven al pasado

Mi cultura es parte de mi esencia
Mi existencia es parte de esa cultura
Es una locura olvidar tu pasado
Y vivir subordinado enfrentando la vida dura

Hay mucha gente usando su pasado
Para ser recordado por lo que fue y ya no es
Puedo decir que para mí es traición
Usar el sertão sin entender al sertanejo

Ya sea nordeste, ya sea sertão, ya sea Gonzaga, eterno rey del baião
Ser del nordeste es oler a sertão, ser Gonzaga eterno rey del baião

Escrita por: Léo Poeta