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Vida En La Avenida

Leo Russo

Vida Na Avenida

Meu deus, me desculpa
Eu não tenho culpa
De estar nessa vida que tanto machuca
Já sou bem adulta, ninguém me escuta,
Também nada falo...

Pareço maluca, escolhida igual fruta
A rua me chuta e eu acendo um cigarro
Lá vem mais um carro,
Pra que tanto carro?
Se ninguém conhece minha realidade...
As minhas verdades, as minhas saudades,
As minhas bondades, minha identidade,
Minha paternidade,
E minha felicidade está sempre ao avesso...

Cadê minha cidade? minha cara metade?
O que é virgindade? o que é faculdade?
O cedo é tarde, o dia anoitece e eu amanheço...

E a noite é covarde
E o tempo me invade,
Empurra minha idade,
Já nem me conheço...
Meu deus, te pergunto, no fundo, no fundo,
Se isso eu mereço?

Vida En La Avenida

Dios mío, perdóname
No tengo la culpa
De estar en esta vida que tanto duele
Ya soy bastante adulta, nadie me escucha
Tampoco digo nada...

Parezco loca, elegida como fruta
La calle me golpea y enciendo un cigarrillo
Viene otro carro más,
¿Para qué tantos carros?
Si nadie conoce mi realidad...
Mis verdades, mis añoranzas,
Mis bondades, mi identidad,
Mi paternidad,
Y mi felicidad siempre está al revés...

¿Dónde está mi ciudad? ¿mi otra mitad?
¿Qué es la virginidad? ¿qué es la universidad?
Temprano es tarde, el día oscurece y yo amanezco...

Y la noche es cobarde
Y el tiempo me invade,
Empuja mi edad,
Ya ni me reconozco...
Dios mío, te pregunto, en el fondo, en el fondo,
¿Me lo merezco?

Escrita por: Leo Russo