São Clemente 87
A São Clemente
Lembrou do seu existir
Somos Capitães de Asfalto
Na Sapucaí
Pequenino, triste feito um cão sem dono
Tão cansado de viver e sofrer por aí perambulando
Não teve sorte, seu berço não foi de ouro
Seu pai não teve tesouro
É triste sua vida a vagar
Seu moço dê-me um trocado
Eu quero comer um pão
Sou menor abandonado
Nesse mundo de ilusão
Enquanto o filho do papai rico
Desfruta do bom e o bonito
Do dinheiro que o pai tem
Lá vai o menino pobrezinho
Que acorda bem cedinho
Pra vender bala no trem
Muitas vezes é abandonado
Sendo bem ou maltratado
Na camada Funabem
Alo Brasil
Felicidade nunca existiu no Sam
Se hoje ele é mal orientado
Será marginalizado
Nas manchetes de amanhã
São Clemente 87
En São Clemente
Recordó su existencia
Somos Capitanes del Asfalto
En la Sapucaí
Pequeño, triste como un perro sin dueño
Tan cansado de vivir y sufrir por ahí vagando
No tuvo suerte, su cuna no fue de oro
Su padre no tuvo tesoro
Es triste su vida errante
Señor, dame una moneda
Quiero comer un pan
Soy un menor abandonado
En este mundo de ilusión
Mientras el hijo del papá rico
Disfruta de lo bueno y bonito
Del dinero que su padre tiene
Allá va el niño pobrecito
Que se levanta muy temprano
Para vender chicles en el tren
Muchas veces es abandonado
Siendo bien o maltratado
En la capa Funabem
Hola Brasil
La felicidad nunca existió en el Sam
Si hoy está mal orientado
Será marginado
En los titulares de mañana
Escrita por: Isaías De Paula / Jorge Moreira / Manuelzinho Poeta