395px

Templo Negro En Tiempo de Conciencia Negra

Leonardo Bessa

Templo Negro Em Tempo de Consciência Negra

Ê baianas
O jongo e o caxambu vamos jogar
Salgueirar vem de criança
O centenário não se apagará

Livre ecoa o grito dessa raça
E traz na carta
A chama ardente da abolição
Oh! Que santuário de beleza
Um congresso de nobreza
De raríssimo esplendor
Revivendo traços da história
Estão vivos na memória
Chica da Silva e Chico Rei
Saravá os deuses da Bahia
Nesse quilombo tem magia
Xangô é nosso pai, é nosso rei

Ô zaziê, ô zaziá
Ô zaziê, maiongolê, marangolá
Ô zaziê, ô zaziá
Salgueiro é maiongolê, marangolá

Vai, meu samba vai
Leva a dor traz alegria
Eu sou negro sim, liberdade e poesia
E na atual sociedade, lutamos pela igualdade
Sem preconceitos sociais
Linda Anastácia sem mordaça
O novo símbolo da massa
A beleza negra me seduz
Viemos sem revolta e sem chibata
Dar um basta nessa farsa
É festa, é carnaval, eu sou feliz

Templo Negro En Tiempo de Conciencia Negra

Oh, mujeres de Bahía
El jongo y el caxambu vamos a bailar
Salgueiro viene desde la infancia
El centenario no se apagará

Libre resuena el grito de esta raza
Y trae en la carta
La llama ardiente de la abolición
¡Oh! Qué santuario de belleza
Un congreso de nobleza
De esplendor rarísimo
Reviviendo trazos de la historia
Están vivos en la memoria
Chica da Silva y Chico Rei
Salve a los dioses de Bahía
En este quilombo hay magia
Xangô es nuestro padre, es nuestro rey

Oh zaziê, oh zaziá
Oh zaziê, maiongolê, marangolá
Oh zaziê, oh zaziá
Salgueiro es maiongolê, marangolá

Ve, mi samba va
Lleva el dolor trae alegría
Soy negro sí, libertad y poesía
Y en la sociedad actual, luchamos por la igualdad
Sin prejuicios sociales
Hermosa Anastácia sin mordaza
El nuevo símbolo de la masa
La belleza negra me seduce
Vinimos sin revuelta y sin látigo
Poner fin a esta farsa
Es fiesta, es carnaval, soy feliz

Escrita por: Alaor Macedo / Arizão / Dema Chagas / Helinho do Salgueiro / Rubinho do Afro