Chamarra do Meu Jeito
Chamarra do meu jeito
Minh`alma é cerne de anjico
Que não queima assim no más
Não me entrego pra milico
Pra patrão ou capataz
Não gosto de maturrango
Tão pouco de calavera
Tenho minh`alma encordoada
Numa chamarra fronteira
Do meu jeito essa chamarra
Cheirando a campo e a terra
É o meu grito de guerra
É a minha alma encordoada
É o mundo de cola-atada
Disparando num varzedo
É minha vida em segredo
É o meu jeito em payada
Eu trago alma encardida
De andar pelos galpões
Calejada de bordões
Por cantor e guitarreiro
Sei que o destino é traiçoeiro
E a coisa anda apertada
Se não tem carta jogada
Não me meto no entreveiro
Eu sou bem isso que falo
Nos versos que hoje canto
Mescla de estrada e campo
Um bravo tigre da pampa
Por onde for que eu ande
Abro o peito e não me inleio
E se preciso, peleio
Pra defender minha estampa
Chamarra a mi manera
Chamarra a mi manera
Mi alma es núcleo de algarrobo
Que no arde así no más
No me entrego a milico
A patrón o capataz
No me gusta el falso valiente
Mucho menos el alardeador
Tengo mi alma encordada
En una chamarra fronteriza
A mi manera esta chamarra
Oliendo a campo y tierra
Es mi grito de guerra
Es mi alma encordada
Es el mundo de atado con cola
Disparando en un potrero
Es mi vida en secreto
Es mi manera en payada
Traigo el alma sucia
De andar por los galpones
Curtida de coplas
Por cantor y guitarrero
Sé que el destino es traicionero
Y la cosa anda apretada
Si no hay carta echada
No me meto en el entrevero
Soy exactamente lo que digo
En los versos que hoy canto
Mezcla de camino y campo
Un valiente tigre de la pampa
Por donde vaya que camine
Abro el pecho y no me achico
Y si es necesario, peleo
Para defender mi estampa
Escrita por: Leonardo Quadros