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El Último Mensaje

Leôncio e Leonel

O Último Bilhete

Eu voltei pra rever minha terra
O lugar onde eu fui nascido
Eu sentei no jardim recordando
Os momentos alegres vividos
O meu bem quantas vezes nesse banco
Nossos lábios com amor foi unido
Eu notei que o jardim tava triste
E o velho coqueiro já tinha caído
Até os passarinho já tinham fugido
Ficou só a rola cantando perdida
Querendo contar meu acontecido

Eu olhei lá pra aquela palmeira
E recordei meu benzinho querido
E pensei se ela ainda é solteira
Ou se tinha de mim esquecido
Compreendi no cantar da rolinha
Que Tereza já tinha morrido
No jardim encontrei ela morta
Depois de três dias que eu tinha partido
Com um bilhetinho por sobre o vestido
Dizendo eu morro por não ter podido
Resistir a ausência do meu bem querido

Eu olhei lá pro alto da vila
E vi atrás de um muro caído
Uma cruz dentro do cemitério
Com o sol tava tão colorido
Era onde Tereza já tinha
O seu corpo no chão consumido
Eu peguei o primeiro noturno
E voltei pra são Paulo muito aborrecido
O trem lá na curva apitou tão doido
Vi que o cemitério já tinha sumido
Nunca mais Tereza saiu do sentido

El Último Mensaje

Regresé para ver mi tierra
El lugar donde nací
Me senté en el jardín recordando
Los momentos alegres vividos
Mi amor, cuántas veces en este banco
Nuestros labios se unieron con amor
Noté que el jardín estaba triste
Y la vieja palmera ya había caído
Hasta los pájaros ya habían huido
Solo quedaba la paloma cantando perdida
Queriendo contar mi historia

Miré hacia esa palmera
Y recordé a mi querida
Y pensé si aún estaba soltera
O si se había olvidado de mí
Comprendí en el canto de la paloma
Que Tereza ya había fallecido
Encontré su cuerpo sin vida en el jardín
Después de tres días de haberme ido
Con una notita sobre su vestido
Diciendo que moría por no haber podido
Resistir la ausencia de mi amor querido

Miré hacia lo alto del pueblo
Y vi detrás de un muro derrumbado
Una cruz dentro del cementerio
Con el sol tan colorido
Era donde Tereza ya había
Dejado su cuerpo consumido en el suelo
Tomé el primer autobús nocturno
Y regresé a São Paulo muy afligido
El tren pitó tan fuerte en la curva
Vi que el cementerio ya había desaparecido
Tereza nunca salió de mi mente

Escrita por: Jose Fortuna / Leonel