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Peón (Peón Respetado)

Leôncio e Leonel

Peão (Peão Respeitado)

Nasci debaixo de árvore
Naquela serra mineira
Meu pai foi peão paulista
Minha mãe foi boiadeira
Passei a infância na estrada
Das campina brasileira
No lombo de burro bravo
Foi a minha brincadeira

Recebi um telegrama
Da fazenda do Matão
Pra amansá uma mula preta
Que matou cinco peão
Pagava dez mil cruzeiro
Aceitei a condição
Arriei meu burro baio
Amigo de diversão

A rainha camponesa
Era filha do patrão
Que me falou caçoando
Pegando na minha mão
Eu me caso com você
Sorriu pro outro peão
Só te dou a mula preta
Se ocê não caí no chão

Já abotoei a chilena
Minha espora sangradeira
Amontei na criminosa
Mandei abri as porteira
Descemo ladeira abaixo
Misturado com a poeira
Vortei no passo da mula
Entreguei pra fazendeira

A morena me abraçou
Chorando pediu perdão
Eu quero casar contigo
Na hora eu falei que não
Só quero meu ordenado
Já cumpri com a obrigação
Me descurpe, camponesa
Vou pra minha profissão

Peón (Peón Respetado)

Nací bajo un árbol
En esa sierra de Minas
Mi padre fue peón paulista
Mi madre fue vaquera
Pasé mi infancia en el camino
De las llanuras brasileñas
Montando un burro bravo
Era mi diversión

Recibí un telegrama
De la hacienda de Matão
Para domar una mula negra
Que mató a cinco peones
Pagaban diez mil cruzeiros
Acepté la condición
Bajé a mi burro bayo
Amigo de diversión

La reina campesina
Era hija del patrón
Que bromeando me dijo
Tomando mi mano
Me casaré contigo
Sonrió al otro peón
Solo te doy la mula negra
Si no te caes al suelo

Ya abroché la cincha
Mis espuelas sangrantes
Monté en la criminal
Abrí las puertas
Bajamos por la ladera
Mezclados con el polvo
Volví al paso de la mula
Entregándola a la hacendada

La morena me abrazó
Llorando pidió perdón
Quiero casarme contigo
En ese momento dije que no
Solo quiero mi sueldo
Ya cumplí con la obligación
Disculpe, campesina
Voy a mi profesión

Escrita por: Tonico. / Capitão Barduíno