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¿Qué rey soy?

Leozinho Nunes

Que Rei Sou eu?

Brilha a candeia da esperança
A jóia da coroa portuguesa
Me faz Dom Sebastião
O rei menino lusitano a lutar!
Sangue nobre, banhado de fé
Sob a proteção da Santa Sé
No jogo de poder, o afã de conquistar
Rumo às glórias alcançar
Fui pra lá de Marrakesh
No deserto da ambição
Sou apenas mais um grão?

A Santa Cruz sempre vai me guiar
Cruzei fronteiras em nome da fé
Mandei bruxa e pagão pra purificação
O devaneio é permitir o homem são

Sempre estou por aqui, por ali, acolá
Nem sempre sou eu, ou será?
Em Veneza mais um folião?
Sebastião tupiniquim
De cocar e flecha na mão?
Um “conselheiro” da Terra, do Homem, da Luta?
Profeta do sertão?
Que rei sou eu? Eu sou o rei!
Rei encantado do Maranhão
O Bumbá Sebastião

O touro negro encarnado é colorado
Tambor de mina, encantaria e poder
Verás filho do Brás não foge à luta
Nunca perco uma disputa
Tenho sede de vencer

¿Qué rey soy?

Brilla la luz de la esperanza
La joya de la corona portuguesa
Me hace Don Sebastião
¡El rey lusitano luchando!
Sangre noble, bañada en fe
Bajo la protección de la Santa Sede
En el juego del poder, el deseo de conquistar
Hacia las glorias para alcanzar
Fui más allá de Marrakech
En el desierto de la ambición
¿Soy sólo otro grano?

La Santa Cruz siempre me guiará
Crucé fronteras en nombre de la fe
Envié bruja y pagana a la purificación
Lo mejor es permitir que el hombre cuerdo

Siempre estoy por aquí, por allá, por allá
No siempre soy yo, ¿verdad?
¿Otra fiesta en Venecia?
Sebastião Tupiniquim
¿El tocado y la flecha en la mano?
¿Un «consejero» de la Tierra, del Hombre, de la Lucha?
¿Profeta de los bosques?
¿Qué rey soy? ¡Yo soy el rey!
Rey encantado de Maranhão
El Bumbá Sebastião

El toro rojo negro es colorado
Tambor mío, encanto y poder
Ves que el hijo de Brás no huye de la lucha
Nunca me pierdo un concurso
Tengo sed de ganar

Escrita por: Dida / Douglas Ribeiro / Guto / Jacopetti / James Bernardes / Leozinho Nunes / Ryan Douglas