395px

Hijo de Gal

Liége

Filho de Gal

Meus peitos e meus defeitos
São iguais aos seus, eu sei
No meio das minhas pernas
Moram muitas ideias
E você gosta delas, não é?
Que pareciam ser vazias
Ser matéria reduzida na revista
Pra quem tem o bolso em farrapos
Ser um caso marginal
É, demorou, mas olha aqui
Minhas garrinhas de fora
Estampando um épico jornal
Por beijar uma igual

E esqueça o meu sexo frágil
E me veja com meus pêlos e casos
Tenho garras, tenho pele
Posso ser açúcar e sal
(E não me leve a mal)

Meça as suas palavras
Que agora eu sou a tal
E não me calo não
E não me calo
E não me calo não
Vai ecoar o meu grito
Para além do infinito
E você vai ouvir
É, e você vai ouvir
Histórias de garotinhas
Numa nova versão
Sem castelo de ilusão
Dando a cara a tapa
Arrancando as farpas
Querendo ser apenas o que sempre

E esqueça o meu sexo frágil
E me veja com meus pêlos e casos
Tenho garras, tenho pele
Posso ser açúcar e sal
(E não me leve a mal)

Mereço ser como tal
Ou pari mais um filho doente
Pra melhorar o que vem depois
Deixar um rastro do ventre
Que desce um olhar a quem?
E se for um menino
Será o homem que quiser
Será sempre um menino
Mesmo num corpo de mulher
Ser um filho de Gal
Eu canto o momento
O que vejo nesse tempo
Onde o amor é censurado
E o crime é legal
Tanto movimento
Nesse mundo é quem me recebeu
A mulher, rotulada, discriminada
Infernal, o meu nome é Gal

E esqueça o meu sexo frágil
E me veja com meus pêlos e casos
Tenho garras, tenho pele
Posso ser açúcar e sal
(E não me leve a mal)

Mereço ser como Gal

Sensual como Bey
Transgressora como Gal
Empoderada como Gal
Agora eu sou a tal
Natural como Gal
Açúcar e sal
Infinita como Gal
Serei o filho de Gal
Eu sou o filho de Gal

Hijo de Gal

Mis pechos y mis defectos
Son iguales a los tuyos, lo sé
En medio de mis piernas
Residen muchas ideas
Y a ti te gustan, ¿verdad?
Que parecían estar vacías
Ser material reducido en la revista
Para aquellos con bolsillos hechos jirones
Ser un caso marginal
Sí, tardó, pero mira aquí
Mis garras al descubierto
Estampando un periódico épico
Por besar a una igual

Y olvida mi sexo frágil
Y mírame con mis vellos y casos
Tengo garras, tengo piel
Puedo ser azúcar y sal
(Y no me lo tomes a mal)

Mide tus palabras
Que ahora soy la tal
Y no me callo
Y no me callo
Y no me callo
Va a resonar mi grito
Más allá del infinito
Y tú lo escucharás
Sí, y tú lo escucharás
Historias de niñitas
En una nueva versión
Sin castillo de ilusión
Dando la cara al golpe
Arrancando las astillas
Queriendo ser simplemente lo que siempre fui

Y olvida mi sexo frágil
Y mírame con mis vellos y casos
Tengo garras, tengo piel
Puedo ser azúcar y sal
(Y no me lo tomes a mal)

Merezco ser como tal
O parir otro hijo enfermo
Para mejorar lo que viene después
Dejar un rastro del vientre
¿A quién mira?
Y si es un niño
Será el hombre que quiera
Siempre será un niño
Aunque tenga cuerpo de mujer
Ser un hijo de Gal
Canto el momento
Lo que veo en este tiempo
Donde el amor es censurado
Y el crimen es legal
Tanto movimiento
En este mundo que me recibió
La mujer, etiquetada, discriminada
Infernal, mi nombre es Gal

Y olvida mi sexo frágil
Y mírame con mis vellos y casos
Tengo garras, tengo piel
Puedo ser azúcar y sal
(Y no me lo tomes a mal)

Merezco ser como Gal

Sensual como Beyoncé
Transgresora como Gal
Empoderada como Gal
Ahora soy la tal
Natural como Gal
Azúcar y sal
Infinita como Gal
Seré el hijo de Gal
Soy el hijo de Gal

Escrita por: