Punk Dos Pampas
Eu sou peão e moro na estância
Tenho uma banda de Hard Core
E no domingo eu agarro um pingo
Vou fazer um som que é bem melhor
Minha bombacha e o meu moicano
Lenço vermelho, meu pala preto
Esta grafitado que este mundo já foi pro fundo
E não tem mais jeito
Fui tirar leite da vaca, cantando "festa punk"
A vaca se emocionou e deu mais leite que antes
Toco a gaita e o violão
Contra a miséria e a opressão
E meus compadres já estão gritando
Que está chegando à viração
E a bailanta já está esquentando
Igual a água de chimarrão
E quem ficar esquentando o banco
Vai acabar na solidão
Mas como na cidade
Aqui também tem maroteza
O mato vira fumo
Que vai direto pra cabeça
E no final de toda a festança
Agarro a prenda e o meu pingo
Volto para casa muito cansado
Mas esperando um outro domingo
Punk Dos Pampas
Soy peón y vivo en la estancia
Tengo una banda de Hard Core
Y los domingos monto a caballo
Para tocar un sonido mucho mejor
Mi bombacha y mi cresta
Pañuelo rojo, mi poncho negro
Está grafitado que este mundo ya se fue al fondo
Y no tiene remedio
Fui a sacar leche de la vaca, cantando 'fiesta punk'
La vaca se emocionó y dio más leche que antes
Toco la armónica y la guitarra
Contra la miseria y la opresión
Y mis compadres ya están gritando
Que se acerca la viração
Y la bailanta ya se está calentando
Igual que el agua del mate
Y quien se quede calentando el banco
Terminará en soledad
Pero como en la ciudad
Aquí también hay trampas
El monte se convierte en humo
Que va directo a la cabeza
Y al final de toda la fiesta
Agarro a la chica y mi caballo
Vuelvo a casa muy cansado
Pero esperando otro domingo
Escrita por: Luciano Paim / Rodrigo Triches Panozzo