Outono (part. Luiz Brazil)
Saem mil palavras
Da minha boca
Todas ecoam na
Parede do meu quarto
Sempre procurei aonde ir
E por um passo a mais
Não sei onde chegar
É sonho, pesadelo
Não dá pra escolher
O que me perturba mais
Estação mais longa que vivi
Sem previsão, parece não ter fim
Tenho preguiça de levantar
Tem tanto tempo, nem conto as horas
Tenho preguiça de levantar
Frio aqui dentro, calor lá fora
Eu amo tudo demais
E já sei que é exagero
Porque se amasse tanto assim
Não queria adormecer tão cedo
E desligar, por medo de acordar
Fechar o caderno
E mandar tudo pro inferno
Estação mais longa que vivi
Sem previsão, parece não ter fim
Tenho preguiça de levantar
Tem tanto tempo, nem conto as horas
Tenho preguiça de levantar
Frio aqui dentro, calor lá fora
Eu descobri
Que eu insisto no pesadelo
Porque ainda não sei
A sensação de sonhar
Otoño (parte. Luiz Brazil)
Salen mil palabras
De mi boca
Todas resuenan en
La pared de mi habitación
Siempre busqué a dónde ir
Y por un paso más
No sé a dónde llegar
Es un sueño, una pesadilla
No puedo elegir
Lo que me perturba más
Estación más larga que he vivido
Sin pronóstico, parece no tener fin
Tengo pereza de levantarme
Ha pasado tanto tiempo, ni cuento las horas
Tengo pereza de levantarme
Frío aquí adentro, calor afuera
Amo demasiado todo
Y ya sé que es exagerado
Porque si amara tanto así
No querría dormir tan temprano
Y desconectar, por miedo a despertar
Cerrar el cuaderno
Y mandar todo al infierno
Estación más larga que he vivido
Sin pronóstico, parece no tener fin
Tengo pereza de levantarme
Ha pasado tanto tiempo, ni cuento las horas
Tengo pereza de levantarme
Frío aquí adentro, calor afuera
Descubrí
Que insisto en la pesadilla
Porque aún no sé
La sensación de soñar