Canção da Minha Terra
Trago meu peito esmagado de saudade.
De uma cidade berço amado onde eu nasci.
Cidade meiga, pequenina e formosa.
Terra saudosa onde contente vivi.
Vejo em meus sonhos as montanhas verdejantes.
Que os viajantes vivem sempre a contemplar
Oh lago azul esperança de uma vida.
Hoje perdida pois não mais há de voltar.
Oh mundo ingrato que me fez viver ausente.
Daquela gente, a saudade me acompanha.
Ai como sofro quando sonho com a casinha.
E a igrejinha lá do alto da montanha
Por isso às vezes quando é noite de luar.
Ouço a sonhar o cantar do seresteiro
Oh doce infância sonho de felicidade.
Junto à saudade dos antigos companheiros
Campo do meio a chorar te disse adeus.
Outros caminhos me obrigaram te deixar.
Porém eu peço ao bom Deus que o proteja.
O bom caboclo não esquece o seu lar.
Mesmo sorrindo vivo quase num exílio.
Sou um bom filho mas talvez não volte mais.
Adeus amigos, adeus meu campo do meio.
Adeus amores, adeus Minas Gerais.
Chanson de ma terre
J'ai le cœur lourd de nostalgie.
D'une ville chérie où je suis né.
Ville douce, petite et belle.
Terre aimée où j'ai vécu heureux.
Je vois dans mes rêves les montagnes verdoyantes.
Que les voyageurs contemplent sans cesse.
Oh lac bleu, espoir d'une vie.
Aujourd'hui perdu, car il ne reviendra plus.
Oh monde ingrat qui m'a fait vivre loin.
De ces gens, la nostalgie me suit.
Oh comme je souffre quand je rêve de la petite maison.
Et de l'église là-haut sur la montagne.
C'est pourquoi parfois quand c'est la nuit de pleine lune.
J'entends en rêve le chant du troubadour.
Oh douce enfance, rêve de bonheur.
Avec la nostalgie des anciens compagnons.
Champ du milieu, en pleurs, je t'ai dit adieu.
D'autres chemins m'ont forcé à te quitter.
Mais je demande au bon Dieu de te protéger.
Le bon paysan n'oublie pas son foyer.
Même en souriant, je vis presque en exil.
Je suis un bon fils, mais peut-être je ne reviendrai plus.
Adieu amis, adieu mon champ du milieu.
Adieu amours, adieu Minas Gerais.