Repontando Os Peões
Estou lembrando do meu velho rancho, daqueles campos
Estou lembrando da velha cacimba que tanta água de ti carreguei
Aquele rancho não existe mais
Nem cinamao, nem bergamoteira
Onde era a sombra que a gente brincava, onde era a sombra
Que a gente brincava. Hoje é o pátio de colheitadeiras
Aquelas trilhas que a gente passava hoje
Só restam rastros de trator
Nem a figueira velha mais existe fazenda velha do velho doutor
Açudezinho que a gente pescava tanto veneno correram pra lá
Morrer os peixes nasceu minha tristeza por tudo isso eu tive que chorar
Morrer os peixes nasceu minha tristeza por tudo isso eu tive que chorar
E os peões daquela fazenda de um a um foram descartados
O João Guiné e ao solinho seis junto congado foram repontados
Quem sabe um dia muda a minha sorte
Compro a fazenda e mudo pra lá
Eu chamo os filhos dos velhos peões
E junto deles quero camperear
Lugar e jeito de tempo, os passados, fazenda velha será como antes
E ninguém mais será repontado
Recordando a los Peones
Estoy recordando mi viejo rancho, esos campos
Estoy recordando el viejo abrevadero que de ti llevé tanta agua
Ese rancho ya no existe
Ni canela ni bergamota
¿Dónde estaba la sombra en la que jugábamos? ¿Dónde estaba la sombra?
Que jugamos. Hoy es el patio de cosecha
Esos senderos por los que caminamos hoy
Sólo quedan huellas de tractores
Ya no existe ni la vieja higuera, la vieja granja del viejo doctor
Pequeño estanque donde pescamos tanto veneno, corrieron allí
La muerte del pez dio origen a mi tristeza, por todo esto tuve que llorar
La muerte del pez dio origen a mi tristeza, por todo esto tuve que llorar
Y los peones, uno a uno, fueron descartados
João Guiné y al solinho seis junto con congado fueron redireccionados
Quién sabe, tal vez algún día mi suerte cambie
Compro la finca y me mudo allí
Llamo a los hijos de viejos peones
Y con ellos quiero acampar
Lugar y forma de tiempo, el pasado, la antigua granja será como antes
Y nadie más será reprendido