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Insomnio Lírico

Lombrellas 13

Insônia Lírica

[Tombs]
Mais um dia de rotina
Se afogando em outra dose de morfina
É tanto caos que agoniza
A solução eu encontro na poesia
Que faz minha brisa nessa batida
Quase há um passo pra chegar no fim da linha

É, então é melhor ficar ligeiro
Joguei minhas peças em cima do tabuleiro
Minhas rimas são cheque-mate em traiçoeiro
Enquanto aquele que se dizia parceiro
Daqui pra frente só degusta o meu desprezo

E segue o enredo, vejo pessoas movidas pelo medo
No desespero de encontro ao vento
Esse é o dilema quando você encara você mesmo
Sem meslisquência, o crime não compensa

Pra fazer rap tem que sentir a essência
É minha ciência e minha crença
Tu és refém da tua própria consciência
Sempre mereça com transparência
Quando se é não há que se pareça

Não desmereça e não pereça
Caso contrário sentirão tua fraqueza
É muita treta e cairão
Mil ao teu lado, dez mil a tua direita
Mas só vai ficar de pé quem não abaixar a cabeça

Então se liga, pois fiz dessa a minha obra prima
Então consuma e leve pra tua vida
Foi só mais uma de inúmeras epifanias
Pique Dalsin, Pesadelos de Quem Não Dorme Há Dias

Buceta, cash
Buceta, cash
Eu não foco em buceta, minha brisa é o rap

Buceta, cash
Buceta, cash
Eu não to pelo dinheiro, é o rap pelo rap

[Goidão]
Boca abertas, só falando merda
Se não gostou, vamo pras ideia
Bato cabeça e caio pra platéia
Uma condição boa pra minha véia

Ritimo e poesia é o que corre em minhas artérias
Isso é responsa de ser mais um Lombrellas
Pau no cu dos pela, sou mais um mais um cria da favela

Tu fica mais perdido do que policial em viela
Vocês conhece cash e Vegas
Vê se solta a mente e deixe ela aberta

[BH]
Cê duvidou, aqui estou
Pronto pra te cobrar, machado no que vacilou
Cê me inspirou, me fez compor
E a justiça que não se cumpre é a sede da minha dor
Nós confiou e você falhou
É isso mesmo, foda-se, eu sou de guardar rancor

Acorda! Acorda! que já deu a minha cota
É pé na porta, pra vacilão nós dá corda
Depois nós corta, quando a paciência esgota
Pega a visão e lembra que o mundo dá voltas

Se diz da boca, eu causo sua gengivite
De brinde, mostro que a ideia é louca
Bandido de internet que paga de quatro e vinte
Compasso, passo a passo, com os comparças
Não dá laço, e nós não passa pano pra cuzão
Sua salvação você ter ido preso
Porque se estivesse aqui você estaria em um caixão

Talarico, paga de bandido
Assume o teu erro e bate de frente comigo, cuzão!
Bate de frente comigo

Buceta, cash
Buceta, cash
Eu não foco em buceta, minha brisa é o rap

Buceta, cash
Buceta, cash
Eu não tô pelo dinheiro, é o rap pelo rap

Insomnio Lírico

[Tumbas]
Otro día de rutina
Ahogándome en otra dosis de morfina
Es tanto caos que agoniza
La solución la encuentro en la poesía
Que hace mi brisa en este ritmo
Casi a un paso de llegar al final de la línea

Sí, es mejor mantenerse alerta
Puse mis piezas sobre el tablero
Mis rimas son jaque mate traicionero
Mientras aquel que se decía compañero
De ahora en adelante solo saborea mi desprecio

Y sigue la trama, veo personas movidas por el miedo
En la desesperación frente al viento
Ese es el dilema cuando te enfrentas a ti mismo
Sin medias tintas, el crimen no compensa

Para hacer rap hay que sentir la esencia
Es mi ciencia y mi creencia
Eres prisionero de tu propia conciencia
Siempre merece con transparencia
Cuando eres, no hay que parecer

No desmerezcas y no perezcas
De lo contrario sentirán tu debilidad
Hay mucho lío y caerán
Mil a tu lado, diez mil a tu derecha
Pero solo se mantendrá en pie quien no baje la cabeza

Así que estate atento, porque hice de esto mi obra maestra
Así que consúmela y llévala a tu vida
Fue solo otra de innumerables epifanías
Al estilo Dalsin, Pesadillas de Quien No Duerme Hace Días

Concha, plata
Concha, plata
No me enfoco en conchas, mi brisa es el rap

Concha, plata
Concha, plata
No es por el dinero, es el rap por el rap

[Goidão]
Boca abierta, solo hablando tonterías
Si no te gusta, vamos a las ideas
Muevo la cabeza y caigo hacia la audiencia
Una buena condición para mi vieja

Ritmo y poesía es lo que corre por mis arterias
Eso es responsabilidad de ser otro Lombrellas
Que les den a los que se creen, soy otro hijo de la favela

Te quedas más perdido que un policía en un callejón
Ustedes conocen la plata y Las Vegas
A ver si sueltan la mente y la dejan abierta

[BH]
Dudaste, aquí estoy
Listo para cobrarte, hacha en lo que fallaste
Me inspiraste, me hiciste componer
Y la justicia que no se cumple es la sed de mi dolor
Confiamos en ti y fallaste
Así es, a la mierda, soy de guardar rencor

¡Despierta! ¡Despierta! ya se acabó mi cuota
Es pie en la puerta, para el descuidado le damos cuerda
Luego lo cortamos, cuando la paciencia se agota
Abre los ojos y recuerda que el mundo da vueltas

Dice de boca, yo causo tu gingivitis
De regalo, muestro que la idea es loca
Bandido de internet que finge ser rudo
Compás, paso a paso, con los compinches
No damos tregua, y no pasamos por alto al idiota
Tu salvación fue haber ido preso
Porque si estuvieras aquí estarías en un ataúd

Chismoso, finge ser bandido
Asume tu error y enfréntame de frente, idiota
¡Enfréntame de frente conmigo!

Concha, plata
Concha, plata
No me enfoco en conchas, mi brisa es el rap

Concha, plata
Concha, plata
No es por el dinero, es el rap por el rap