Groenlândia
Eis que os teus quarenta sóis
Dispersam pelos campos, pelos matagais
rutilantes aguaceiros
Mantêm vivas tuas fontes, teus sertões
Minha alma disputada optou pelo teu cheiro de coisa viva
Mas teu sangue se diz morto
E o teu olhar condena, queima e se esquiva
Eis então que o teu tordilho negro
Voa louco pelo capinzal
E te encontras de repente levitando acima dos murais do sol
Mantos, liaças e soberbos ponches
cobrem as ruas, cobrem os portais
A necessidade de ser tudo
Lutando contra os madrigais
podem me chamar de louco
Eu pouco estou ligando
Estou vivendo ou não?
Me entristece a falsa sutileza
Nos teus atos, na tua voz comum
Vou beijar, morder teu rosto e sulcar teu corpo
Groenlândia, Groenlândia...
Groenlandia
He aquí que tus cuarenta soles
Se dispersan por los campos, por los matorrales
lluvias brillantes
Mantienen vivas tus fuentes, tus tierras
Mi alma disputada optó por tu olor a cosa viva
Pero tu sangre se dice muerta
Y tu mirada condena, quema y se esquiva
He aquí entonces que tu caballo negro
Vuela loco por el pastizal
Y te encuentras de repente levitando sobre los muros del sol
Capas, enredaderas y soberbios ponches
cubren las calles, cubren los portales
La necesidad de ser todo
Luchando contra los madrigales
Pueden llamarme loco
Poco me importa
¿Estoy viviendo o no?
Me entristece la falsa sutileza
En tus actos, en tu voz común
Voy a besar, morder tu rostro y surcar tu cuerpo
Groenlandia, Groenlandia...
Escrita por: Basilio Conceição