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Mientras Algunos Duermen

Los Porongas

Enquanto Uns Dormem

Vou por atalhos
Se faço curva faço nó
Eu não tenho timão nem direção maior

Criando a talhos, a golpes de satisfação
Faço escultura em luz de lampião

Meu oriente é rente à televisão
Dos passos que passeiam no Japão

Menino, a lente é vidro de aumentar visão
E a mente é de alimento à solidão

Porque eu não quero ficar aqui
Enquanto uns dormem

Quero um balão pra poder subir
E avise que vou voltar se não cair

Fazendo um talho
A ponta de faca sem dó
Entrega ao punho sua direção

E assim me valho
De verbo ou de coisa melhor
E aceito a cicatriz como perdão

Deixa eu me explicar sem medo
Tão mais cedo quanto for
Assim não é preciso impressionar

Cale-me com um segredo
Que eu não possa ver a cor
Talvez seja mais fácil de acordar

Se eu não puder viajar
Me encontre aqui
Talvez eu vá me esconder em mim

Mientras Algunos Duermen

Voy por atajos
Si doblo, hago un nudo
No tengo timón ni dirección mayor

Creando a tajos, a golpes de satisfacción
Hago esculturas en la luz de un farol

Mi oriente está pegado a la televisión
De los pasos que pasean por Japón

Niño, la lente es vidrio para aumentar la visión
Y la mente es alimento para la soledad

Porque no quiero quedarme aquí
Mientras algunos duermen

Quiero un globo para poder subir
Y avisa que volveré si no caigo

Haciendo un corte
En la punta del cuchillo sin piedad
Entrego al puño su dirección

Y así me valgo
De verbo o algo mejor
Y acepto la cicatriz como perdón

Déjame explicarme sin miedo
Tan pronto como sea posible
Así no es necesario impresionar

Cállame con un secreto
Que no pueda ver el color
Quizás sea más fácil despertar

Si no puedo viajar
Encuéntrame aquí
Quizás me esconda en mí

Escrita por: Diogo Soares / João Eduardo / Jorge Anzol / Márcio Magrão